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Legisladores republicanos pedem suspensão de xerife por "erros" em Parkland

25/02/2018 22h13

Miami, 25 fev (EFE).- A pressão contra o chefe de polícia do Condado de Broward, Scott Israel, continua após o pedido feito neste domingo por dezenas de legisladores republicanos da Flórida para que o oficial seja suspenso após os "erros" relacionados com o tiroteio de Parkland.

Em carta enviada ao governador do estado, Rick Scott, o presidente da câmara da Flórida, o republicano Richard Corcoran, solicitou a suspensão do xerife por "incompetência e negligência do seu dever", por conta dos "erros" cometidos durante o tiroteio na escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas.

Corcoran afirmou que "são inaceitáveis e imperdoáveis" os erros ocorridos em 14 de fevereiro, dia em que um jovem de 19 anos, Nikolas Cruz, matou 17 pessoas com um fuzil semiautomático, assim como não se ter abordado o autor confesso do massacre "nos anos, meses e dias prévios a esse tiroteio", quando deu sinais de conduta perigosa.

O documento, assinado por 73 membros republicanos da Câmara de Representantes estadual, foi divulgado pouco depois que o governador ordenou ao Departamento de Aplicação da Lei da Flórida (FDLE, na sigla em inglês) uma investigação independente em torno da resposta policial durante o tiroteio na escola de Parkland.

O anúncio de hoje do governador Scott foi bem recebido pelo xerife, que em uma declaração escrita disse que o seu departamento cooperará totalmente com o FDLE e que "esta revisão externa e independente assegurará a confiança pública nos trabalhos".

Nos últimos dias, o xerife Israel esteve no meio da polêmica após revelar que o agente de guarda na escola, Scot Peterson, não entrou no edifício enquanto ocorria o tiroteio e permaneceu quatro minutos no lado de fora do recinto, uma descoberta que, segundo disse, lhe causou "decepção".

Além da ação do guarda, que pediu demissão pouco depois de ser suspenso, a emissora "CNN" informou que outros três oficiais do Escritório do Xerife do Condado de Broward permaneceram no exterior do recinto, segundo informações da polícia de Coral Springs.

Em entrevista concedida hoje à emissora, Israel reiterou que durante o ataque apenas Peterson esteve no local, mas que averiguam a atuação dos outros agentes que responderam à ocorrência.

O xerife, que hoje defendeu sua liderança sobre o departamento, enfrenta também várias críticas após a revelação de que seu escritório recebeu na última década pelo menos 23 chamadas ligadas a Cruz, em algumas das quais se alertou do potencial perigo de que o jovem provocasse um tiroteio na escola da qual tinha sido expulso. EFE

lce/rsd