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Agente diz que agiu bem ao ficar fora de escola durante massacre nos EUA

26/02/2018 18h31

Miami, 26 fev (EFE).- O agente de polícia encarregado da segurança da escola de ensino médio em Parkland (Flórida), na qual um ex-aluno armado assassinou 17 estudantes, afirmou nesta segunda-feira que agiu de forma apropriada ao ficar do lado de fora e que é injusto ser chamado de covarde.

O advogado do oficial Scot Peterson, que está afastado de suas funções por determinação do xerife do condado de Broward, Scott Israel, indicou em comunicado que são "evidentemente falsas" as alegações de que seu cliente não cumpriu com os padrões de atuação da polícia.

Dias antes, Israel informou que Peterson estava afastado de suas funções depois que imagens de vídeo gravadas em 14 de fevereiro na escola Marjory Stoneman Douglas revelaram que o agente permaneceu na parte externa da escola e não tentou entrar para render o atirador.

O advogado de Peterson, Joseph DiRuzzo, afirmou em comunicado que os comentários de Israel eram difamatórios.

"Para que fique claro, Peterson gostaria de ter conseguido evitar as mortes das 17 vítimas naquele dia, e seu coração está com as famílias das vítimas", apontou DiRuzzo.

"No entanto, as acusações de que Peterson é um covarde e que sua atuação, dadas as circunstâncias, não cumpriram com os padrões dos oficiais de polícia são evidentemente falsas", acrescentou o advogado.

Além disso, Peterson está convencido de que suas "ações naquele dia foram apropriadas dadas as circunstâncias e que o vídeo (junto com o relato das testemunhas) vão inocentá-lo", detalhou DiRuzzo na declaração.

Segundo o relato do xerife de Broward, é possível ver no vídeo que Peterson permaneceu do lado de fora do edifício durante cerca de quatro minutos, enquanto continuava o tiroteio, e "não fez nada".

O xerife e seu departamento vêm sendo alvo de várias críticas nos últimos dias tanto pela forma como lidaram com o caso, como pelos alertas prévios que receberam sobre o comportamento perigoso de Cruz, sem que nada disso resultasse em uma ação da polícia.

A pressão chegou até o ponto em que uma congressista estadual pediu a renúncia de Israel por "incompetência" em relação com o massacre em Parkland.