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Promotoria peruana pede que Justiça impeça a saída de Kuczynski do país

O agora ex-presidente peruano na porta do palácio presidencial em Lima - Cris Bouroncle/AFP
O agora ex-presidente peruano na porta do palácio presidencial em Lima Imagem: Cris Bouroncle/AFP

Em Lima

22/03/2018 03h12

A equipe especial anticorrupção da Promotoria do Peru solicitou na quarta-feira (21) ao Poder Judicial o impedimento de saída do país do presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, após sua renúncia ao cargo no meio de denúncias por suposta compra de votos no Congresso, segundo informações da imprensa local.

O pedido da Promotoria foi apresentado no Tribunal de Investigação Preparatória Nacional que processa os casos de corrupção ligados a Lava Jato no Peru, de acordo com fontes do Ministério Público citado pelos veículos de imprensa.

A imprensa local informou que a esposa de Kuczynski, a americana Nancy Lange, viajou para os Estados Unidos na semana passada e que ainda não retornou ao Peru.

Kuczynski já era investigado pela promotoria pelas supostas ligações da sua empresa Westfield com a construtora Odebrecht, assim como da companhia First Capital do seu sócio chileno Gerardo Sepúlveda, quando foi ministro do governo de Alejandro Toledo (2001-2006).

O Congresso tinha previsto debater nesta quinta a sua destituição por permanente incapacidade moral, mas Kuczynski apresentou na quarta a sua carta de renúncia ao Legislativo, diante dos pedidos de renúncia de diversos setores políticos.

Além disso, o presidente do Parlamento, Luis Galarreta, apresentou ao promotor da Nação, Pablo Sánchez, uma denúncia pelos áudios e vídeos divulgados na terça, que revelaram uma tentativa de compra de votos de um legislador opositor contra a cassação de Kuczynski.

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