Sarkozy denuncia calúnias e manipulações do grupo de Gaddafi contra ele

Em Paris

  • Ian Langsdon/Pool Photo via AP

O ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, denunciou uma campanha de calúnias e de manipulação do "grupo" do antigo líder da Líbia, Muammar Gaddafi, por trás das acusações que levaram à sua acusação por financiamento ilegal da campanha de 2007, que o conduziu à presidência.

Em uma declaração lida na quarta-feira (21) aos juízes instrutores antes de decidirem pela sua acusação, publicada nesta quinta-feira (22) pelo jornal "Le Figaro" em seu site, Sarkozy se queixou que foi acusado "sem nenhuma prova material" a partir de declarações de Gaddafi e de pessoas do seu círculo movido por um desejo de vingança.

Acima de tudo, ele insistiu que desde que começaram essas alegações em março de 2011, precisamente quando uma coalizão internacional liderada promovida por ele mesmo como presidente da França, lançou uma intervenção militar contra o regime de Gaddafi, "vivo o inferno desta calúnia".

E isso apesar do fato de que, em sua opinião, não há "nenhum elemento tangível" nas alegações da família Gaddafi e de seu "clã" que "contribuem com o mínimo de crédito para suas palavras".

Sarkozy diz que já "pagou muito" por este assunto, já que segundo sua análise foram as acusações que motivaram sua derrota, por 1,5 pontos percentuais de diferença, no segundo turno das eleições presidenciais de 2012, vencidas pelo socialista François Hollande.

Ele também atribui a essa "campanha" o fato de que em novembro de 2016 por não ter vencido as primárias da direita.

Seus ataques se dirigiram em particular contra o negociador de armas e intermediário Ziad Takieddine, um dos quatro acusados, que precisamente desde novembro de 2016 confessou ter transportado entre Trípoli e Paris, 5 milhões de euros com dinheiro colocado pelo regime de Gaddafi e que diz que entregou diretamente a Sarkozy e ao seu braço direito, o ex-ministro Claude Guéant entre o final de 2006 e início de 2007.

Ele insistiu que Takieddine "mente" e em que este empresário, que faz parte do "grupo" de Gaddafi, não apresentou provas das reuniões que diz ter mantido com ele entre 2005 e 2011, que não existiram.

Em sua alegação diante dos instrutores, o ex-presidente francês, afirmou o espírito de vingança que, em sua opinião, há após essas acusações contra ele.

"Eu fui o chefe da coalizão que destruiu o sistema de Gaddafi e paguei um forte tributo por esta campanha raramente igualada de lama, calúnias e tolices".

Com a decisão de ontem, Sarkozy acumula acusações em três casos diferentes e sabe já que por um deles - irregularidades nos fundos da sua campanha de 2012 - terá que sentar no banco.

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