Júri declara ex-presidente da Bolívia culpado por mortes em protesto em 2003

Fort Lauderdale (EUA), 3 abr (EFE).- O ex-presidente da Bolívia Gonzalo Sánchez de Lozada foi considerado culpado pela morte de oito pessoas em protestos registrados no país em 2003 pelo júri do julgamento civil que o político enfrenta nos Estados Unidos.

O veredito foi anunciado nesta terça-feira no tribunal de Fort Lauderdale, presidido pelo juiz James I. Cohn. Os jurados também consideraram como culpado o ex-ministro Carlos Sánchez Berzaín.

O julgamento começou no dia 5 de março, e os jurados começaram a deliberar sobre o veredito na última segunda-feira.

Sánchez de Lozada, presidente da Bolívia entre 1993-1997 e 2002-2003, e Berzaín, ministro da Defesa na época, deverão pagar US$ 10 milhões em compensações, definiu o júri composto por dez pessoas.

Os advogados do ex-presidente e do ex-ministro criticaram o veredito do júri. "Não estamos de acordo com o veredito do júri e acreditamos que havia tão poucas provas que o caso nunca deveria ter chegado até esse ponto", afirmaram em nota.

"Confiamos no processo e acreditamos que o veredito será revertido quando a lei for aplicada corretamente", completaram os advogados dos ex-políticos bolivianos.

Familiares dos oito mortos nos protestos que provocaram a queda do governo de Sánchez Lozada em outubro de 2003 processaram o ex-presidente o ex-ministro nos EUA, onde ambos estão radicados desde 2003.

O comunicado dos advogados de Sánchez Lozada e Berzaín afirma que os eventos de 2003 "foram trágicos para todos os bolivianos, incluindo os nossos clientes". "Desde aquele momento, o presidente e seu ministro de Defesa pediram uma coisa: uma investigação independente e exaustiva do ocorrido", afirmou a nota.

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