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Ataques de jihadistas no norte de Moçambique deixam 13 mortos

21/09/2018 13h12

Maputo, 21 set (EFE).- Doze civis e um militar morreram na quinta-feira em dois ataques em Moçambique cometidos supostamente por um grupo jihadista no norte da província de Cabo Delgado, informou nesta sexta-feira a imprensa local.

Os 12 civis foram assassinados na cidade de Pequeué, no distrito de Macomia, em um ataque na noite da quinta-feira, no qual os jihadistas incendiaram mais de 50 casas com pessoas dentro, informou o meio de comunicação local "Zitamar News".

Dois deles morreram asfixiados durante o incêndio e dez foram baleados. Além disso, outros 14 habitantes da cidade ficaram feridos.

Este ataque foi atribuído a uma célula do novo grupo jihadista Al Shabab, que opera há quase um ano na região e não tem relação com a Somália, apesar do nome.

O militar morreu ontem em um ataque de outra célula deste grupo a um veículo blindado na cidade de Pundanhar, no distrito de Palma, segundo o jornal "Mediafax".

Trata-se dos primeiros ataques com mortos deste grupo desde agosto.

Desde outubro de 2017, o novo Al Shabab aterroriza o norte de Moçambique, onde ficam grandes jazidas de gás natural e petróleo com concessões a multinacionais como a italiana ENI e a americana Anadarko.

Nos últimos meses, as autoridades moçambicanas intensificaram suas ações militares na província, o que resultou em uma aparente calma, embora o grupo jihadista continue realizando ataques esporádicos.