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Promotoria de Tóquio anuncia nova acusação contra Carlos Ghosn

21/12/2018 03h29

(Atualiza fontes e acrescenta detalhes).

Tóquio, 21 dez (EFE).- A Promotoria de Tóquio anunciou nesta sexta-feira nova acusação contra o ex-presidente da Nissan Motor, o brasileiro Carlos Ghosn, que foi preso no dia 19 de novembro por supostamente ocultar pagamentos milionários e cometer irregularidades fiscais com a companhia.

A nova acusação, que se soma a outras duas anteriores com mandatos de prisão distintos, baseia-se numa alegada violação de confiança agravada que poderia ter prejudicado a Nissan Motor, segundo informou a promotoria em comunicado divulgado hoje.

A nota acusa Ghosn de procurar a Nissan para assumir uma série de perdas de uma empresa para investimentos com derivativos financeiros, após a crise que eclodiu em 2008.

Em seu documento, a acusação, que não identifica as empresas ou intermediários envolvidos, diz que os termos foram definidos em outubro de 2008 com a intenção de que os pagamentos fossem feitos para uma terceira pessoa, de junho de 2009 até março de 2012, por uma filial da Nissan e por somas que chegam a US$ 14,7 milhões.

Essas operações, segundo a promotoria, causaram prejuízos à Nissan e constituem um suposto crime de violação da confiança agravada.

As outras duas acusações apontam que Ghosn supostamente tentou esconder das autoridades milionárias receitas que negociou com Nissan Motor a partir de 2011 e que, segundo a mídia local, era esperado recebê-las uma vez que ele deixasse suas funções à frente da empresa japonesa.

A decisão da Promotoria de Tóquio é conhecida em meio a versões que apontam para a possibilidade de que os advogados de Ghosn apresentem um pedido de fiança a seu favor nas próximas horas.

Mas com o anúncio de que a promotoria está ampliando as acusações contra ele, a imprensa local descarta a possibilidade de Ghosn deixar a prisão para passar as festas de final de ano ao lado de seus familiares. EFE