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Envolvido em assassinatos de jornalistas, dissidente das FARC é morto

22/12/2018 02h47

Bogotá, 21 dez (EFE).- O dissidente das FARC Walter Patricio Arizala, conhecido como "Guacho", responsável pelo sequestro e assassinato de três membros do jornal equatoriano "El Comercio", morreu nesta sexta-feira em uma operação das forças de segurança colombianas em uma área de selva do departamento de Nariño, que faz fronteira com o Equador, informou o presidente Iván Duque.

"Podemos confirmar que o homem conhecido como 'Guacho' caiu em uma operação. Foi abatido pelos heróis da Colômbia", disse o presidente colombiano.

Duque acrescentou que na operação contra 'Guacho', chefe da frente Oliver Sinisterra, formada por dissidentes da antiga guerrilha das FARC, participaram membros do Exército e da Polícia, com o apoio do Corpo Técnico de Investigação (CTI) da Promotoria.

Segundo o presidente, a mensagem de seu governo aos criminosos "é clara: não vamos recuar na convicção de defender a legalidade, a vida, a honra e a propriedade dos colombianos".

'Guacho' era acusado, entre outros crimes, do sequestro e assassinato, no mês de abril, do jornalista Javier Ortega, o fotógrafo Paul Rivas e o motorista Efrain Segarra, integrantes do jornal "El Comercio".

"Eu também disse ao povo equatoriano que o crime dos três jornalistas não ficaria impune, eu também disse a todos os colombianos que nós estaríamos trabalhando em todo o território para acabar com aquela horrível noite de terrorismo, a dissidência dos clãs", enfatizou.

Arizala, acusado de enviar toneladas de cocaína para a América Central e Estados Unidos, era um dos criminosos mais procurados na Colômbia e Equador, cujos governos ofereciam até 700 milhões de pesos (cerca de US$ 215 mil) de recompensa por informações sobre sua localização.

Em setembro, o presidente colombiano chegou a anunciar que 'Guacho' tinha sido ferido por um franco-atirador em uma operação na mesma área de Tumaco, informação que não chegou a ser confirmada. EFE