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Justiça argentina acumula 271 sentenças por tráfico humano desde 2008

26/12/2018 18h40

Buenos Aires, 26 dez (EFE).- A Justiça argentina acumula 271 sentenças por tráfico humano, nas quais 564 indivíduos foram condenados desde 2008, conforme um relatório publicado nesta quarta-feira pela Procuradoria de Tráfico e Exploração de Pessoas (Protex), um dia depois de uma argentina, de 45 anos, ser libertada de uma dessas situações na Bolívia.

De acordo com o relatório, 77% dos casos incluem algum tipo de exploração sexual, 19,9% são de natureza laboral e 3,2% não foram especificados. Ao todo, 1.204 pessoas foram vítimas.

Desde a aprovação da Lei de Prevenção e Sanção de Tráfico humano e Assistência às Vítimas, de 2008, o número de casos registrados aumentou consideravelmente e alcançou o auge em 2016 e 2017, com 51 sentenças em cada um, para depois cair para 29 em 2018.

Conforme o texto, 82,3% das vítimas destes crimes são mulheres, 17% são homens e 0,7% são pessoas trans. Quanto aos condenados, 433 são argentinos e 137 são estrangeiros e 63,6% são do sexo masculino, 36% são do sexo feminino, e 0,4% são pessoas trans.

A maior parte dos casos foi registrado na cidade de Mar del Plrata (33 sentenças), seguida pela cidade de Córdoba (32 sentenças). Comodoro Ribadavia e Buenos Aires somam 27 casos cada uma.

Ontem, uma mulher de Mar del Plata, que tinha sido sequestrada por uma rede de tráfico de seres humanos há 32 anos, foi resgatada na Bolívia com o filho, após uma ação coordenada entre as polícias dos dois países. Ela foi levada aos 13 anos e, conforme a imprensa argentina, teria sido escravizada em um prostíbulo da cidade de Bermejo. Mãe e filho eram mantidos em condições extremamente precárias, dentro de uma garagem e sem documentos. EFE