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Segurança nacional não justifica rejeição aos refugiados, diz Acnur aos EUA

25/01/2019 11h52

Genebra, 25 jan (EFE).- A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) ressaltou nesta sexta-feira que "a segurança nacional e uma digna recepção aos refugiados e solicitantes de asilo não são mutuamente exclusivas", frente à possibilidade de os EUA iniciarem nesta sexta-feira a devolução de migrantes ao México.

"Muitas das pessoas que chegam à fronteira meridional dos Estados Unidos fogem de violência que ameaça suas vidas ou de perseguição e necessitam de proteção internacional", destacou em entrevista coletiva a porta-voz da Acnur, Liz Throssell.

A agência da ONU para os refugiados, acrescentou, "espera que todos os países garantam que qualquer pessoa que necessita de proteção como refugiada possa chegar a um lugar seguro e ter su solicitação de asilo estudada".

Os Estados Unidos anunciaram que devolverão alguns solicitantes de asilo ao México até a Justiça resolver seus casos, uma nova estratégia que segundo a imprensa americana poderia começar a ser posta em prática hoje mesmo.

O Departamento de Segurança Nacional dos EUA explicou que certos solicitantes não ficarão em liberdade no país como até agora, mas serão devolvidos a território mexicano enquanto seus casos são analisados.

Os Estados Unidos pretendem reduzir assim os casos de "asilo fraudulento", nos quais os imigrantes, embora dizem que vão pedir asilo, frequentemente não apresentam uma solicitação ou desaparecem antes de um juiz de imigração determinar os méritos da sua pedido.

O presidente dos EUA, Donald Trump, deu uma atenção prioritária nas últimas semanas à chegada de solicitantes de asilo nas chamadas caravanas procedentes da América Central, integradas por milhares de migrantes.

Cerca de 10 mil migrantes esperam neste momento para entrar no México na fronteira com a Guatemala em uma dessas caravanas e outros 2 mil ingressaram na semana passada nesse país, sem cumprir com os protocolos requeridos pelo Governo de Andrés Manuel López Obrador. EFE