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Guaidó espera retornar à Venezuela "nas próximas horas"

26/02/2019 14h58

Bogotá, 26 fev (EFE).- O chefe do Parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, reconhecido por diversos países como presidente interino do país, espera iniciar seu retorno a Caracas "nas próximas horas", segundo confirmaram nesta terça-feira à Agência Efe fontes de sua equipe.

Tais fontes disseram que neste momento estão "estudando várias vias" para chegar à Venezuela, mas agregaram que "muito em breve" estará de volta a Caracas para exercer as funções de presidente interino, cargo que anunciou que assumia em 23 de janeiro.

Guaidó participou na segunda-feira da reunião do Grupo de Lima que foi realizada em Bogotá e após a mesma, manteve várias reuniões "até muito tarde" depois de deixar a sede da Chancelaria na capital colombiana, onde aconteceu o encontro.

Depois de sua saída, afastado dos jornalistas e com uma forte escolta, Guaidó saiu rumo a paradeiro desconhecido.

Na manhã desta terça-feira, sempre segundo essas fontes, manteve "reuniões privadas de alto nível" para seguir com o trabalho iniciado ontem e também dialogar sobre a ajuda humanitária coletada por uma coalizão internacional a fim de aliviar a crise vivida no país caribenho.

Além disso, Guaidó tratou "temas relacionados com a situação do país".

Após o fim da reunião de segunda-feira, Guaidó disse à "Caracol Televisión" que estava trabalhando em seu retorno, mas afirmou que "nesta semana" estará em Caracas "exercendo" suas funções, "não só para articular com os países da região, mas para articular com nossa gente".

Guaidó chegou à Colômbia em 22 de fevereiro para comparecer a um concerto dedicado à delicada situação de seu país na cidade fronteiriça de Cúcuta, depois de atravessar correndo um das pontes limítrofes.

Em janeiro, o procurador-geral, Tareq Saab, apresentou uma solicitação ao Supremo Tribunal de Justiça para que, como parte de uma investigação preliminar, impeça a saída de Guaidó do país, lhe proíba de alienar e taxar bens móveis e imóveis, assim como o bloqueio de suas contas, mas não ordenou sua detenção.

Horas depois, o Supremo atendeu ao pedido e proibiu Guaidó de sair do país, "alienar e taxar os bens de sua propriedade" e congelou as suas contas.

No entanto, Guaidó afirmou nesta terça-feira que "não recebeu nenhuma ordem" que o impeça sair do país já que quem a reivindicou é "quem usurpa funções na Procuradoria e no Supremo". EFE