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Colômbia denunciará governo de Maduro por bloquear pontes na fronteira

28/02/2019 20h38

Cúcuta (Colômbia), 28 fev (EFE).- O governo da Colômbia anunciou nesta quinta-feira que denunciará o regime de Nicolás Maduro em diferentes organizações internacionais por bloquear e sobrecarregar as pontes na fronteira entre os dois países, alegando que a medida coloca em risco a própria população da Venezuela.

O anúncio foi feito pelo diretor-geral do Migração Colômbia, Christian Krüger, que foi a Cúcuta, na fronteira com o território venezuelano, acompanhado do ministro da Defesa, Guillermo Botero.

"Todos os dias eles seguem colocando uma carga estática não só na Ponte Simón Bolívar, mas também nas outras. E não vamos permitir esse tipo de ação. Vamos entrar com esses processos judiciais, esses processos internacionais", afirmou Krüger.

Cúcuta, capital do departamento de Norte de Santander, é ligada à cidade de San Antonio, no estado venezuelano de Táchria, pela ponte internacional Simón Bolívar. Outras duas pontes ligam o município colombiano a Ureña, também do lado da Venezuela.

"Denunciamos que essa atitude por parte da ditadura de Maduro não só está colocando em risco a estrutura da ponte, mas também a própria população venezuelana", afirmou Krüger.

O ministro de Defesa da Colômbia, por sua vez, lamentou o fato de a fronteira estar fechada no lado da Venezuela. "De nada serve abri-la se ela está fechada lá", afirmou Botero.

O governo da Venezuela determinou o fechamento da fronteira com a Colômbia e Brasil na última sexta-feira como forma de impedir a entrada da ajuda solicitada pela oposição ao chavismo no país.

Botero disse estar preocupado com a situação de cerca de 3,2 mil crianças venezuelanas que vivem em Ureña, mas estudam em Cúcuta.

"Também preocupa o caso dos doentes, aqueles que sofrem de diabetes, hipertensos, com problemas nos rins que precisam de diálises e que são atendidos na Colômbia", afirmou o ministro.

Além disso, Botero confirmou a chegada de mais um avião dos Estados Unidos com ajuda para os venezuelanos.

"A ideia é repor o que foi queimado de maneira incompreensível", disse o ministro, citando os incidentes registrados no sábado, durante a tentativa de entrada da ajuda pela fronteira. EFE