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Haitianos insistem em exigir renúncia do presidente Jovenel Moïse

17/06/2019 00h39

Porto Príncipe, 16 jun (EFE).- Centenas de pessoas voltaram neste domingo a protestar na capital do Haiti, Porto Príncipe, e em outras partes do país para exigir a renúncia do presidente Jovenel Moïse, durante um dia que se tornou violento e deixou vários feridos, entre eles um jornalista que recebeu um tiro quando cobria as manifestações.

Em Porto Príncipe, centenas de pessoas, convocadas pela oposição e grupos populares, saíram às ruas para reivindicar a renúncia de Moïse em meio a um difícil panorama econômico, mas foram dispersados por policiais.

O jornalista Reynald Petit Frère, da rádio "Signal FM", foi atingido por uma bala, cuja origem é investigada, enquanto cobria as manifestações na capital, uma semana depois de começarem os protestos neste país, os quais deixou vários mortos, entre eles o também jornalista Pétion Rospide.

Rospide, que trabalhava para a emissora "Rádio Sem Fim", morreu na segunda-feira também vítima de um tiro quando retornava da cobertura de um protesto.

Um grande número de pessoas também se manifestou na cidade de Los Cayos, no Departamento Sul, para pedir a renúncia do presidente, no poder desde fevereiro de 2017.

Os manifestantes atacaram várias instituições públicas, jogaram pedras e queimaram pneus, por isso que as atividades nesta cidade, a terceira em importância do país, foram paralisadas na sua totalidade, de acordo com as informações.

Em declarações à Agência Efe, André Michel, porta-voz do setor Democrático e Popular, afirmou que os protestos não pararão.

"Vamos continuar amanhã e durante toda a semana. Jovenel não tem controle do país. O povo, o povo na rua é que tem", disse, ao mesmo tempo que voltou a rejeitar o diálogo proposto pelo presidente. EFE

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