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Pais de Otto Warmbier pedem maior pressão sobre a Coreia do Norte

22/11/2019 07h57

Seul, 22 nov (EFE).- Os pais de Otto Warmbier, o estudante americano que morreu após retornar em coma ao país depois de ficar preso na Coreia do Norte por 17 meses, pediu nesta sexta-feira a Coreia do Sul para pressionar Pyongyang em relação às violações dos direitos humanos.

Fred e Cindy Warmbier pediram à comunidade internacional que pressionasse o regime asiático a prestar contas de seus crimes de direitos humanos e não usar o diálogo de desnuclearização como uma desculpa para ignorar tais abusos.

"É como dizer que não há problema em matar pessoas, desde que você não nos mate", disse Cindy Warmbier, em entrevista coletiva hoje, em Seul, na União das Famílias dos Sequestrados na Guerra da Coreia e divulgada pela agência de notícias local "Yonhap".

A Coreia do Norte é considerada pela ONU como um dos países que mais comete violações dos direitos humanos.

O regime liderado por Kim Jong-un não tolera discordâncias, mantém centenas de milhares de pessoas em campos de prisioneiros políticos e controla rigorosamente o fluxo de informações externas.

A família do estudante americano tem exigido repetidamente que a Coreia do Norte responda legalmente pela morte de seu filho e estão tentando descobrir e recuperar ativos norte-coreanos em todo o mundo para responsabilizá-los por violar as sanções internacionais.

Otto Warmbier ficou detido na Coreia do Norte por 17 meses, após ser condenado a 15 anos de trabalho forçado por supostamente roubar um cartaz de propaganda do hotel onde estava hospedado durante uma visita a Pyongyang em 2016.

O jovem, de 23 anos, morreu pouco depois de retornar aos Estados Unidos em estado de coma. O regime norte-coreano nega qualquer responsabilidade pelo seu falecimento.

Fred e Cindy Warmbier planejam visitar a chamada Zona Desmilitarizada (DMZ), na fronteira entre as Coreias, amanhã sábado e retornarão aos EUA no dia seguinte. EFE

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