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Argentina chega a 36 mortes por coronavírus e a 1.265 infectados

Ruas vazias em Buenos Aires, na Argentina - NurPhoto/NurPhoto via Getty Images
Ruas vazias em Buenos Aires, na Argentina Imagem: NurPhoto/NurPhoto via Getty Images

03/04/2020 04h29

Buenos Aires, 2 abr (EFE).- A Argentina confirmou nesta quinta-feira 132 novos casos de infecção por coronavírus, elevando o número total de registros para 1.265, enquanto o número de mortes subiu para 36, quatro delas registradas hoje.

O relatório diário emitido pelo Ministério da Saúde do país vizinho informou que as vítimas foram três homens, um de 73 anos, residente na província de Mendoza; um de 61 anos, de Chaco; e outro de 41 anos, da província de Buenos Aires, e uma mulher de 46 anos, da mesma província.

Dos 1.265 casos positivos de coronavírus detectados pelas autoridades sanitárias argentinas desde 3 de março, 622 são importados. Há ainda 398 contatos próximos de pessoas já infectadas, 103 contágios de circulação comunitária e 142 estão sob investigação epidemiológica.

DETENÇÃO DE ÔNIBUS COM BRASILEIROS

A polícia de Buenos Aires deve ter nesta quinta um ônibus com 62 estrangeiros, entre eles brasileiros, colombianos, peruanos e venezuelanos, provenientes da província de Jujuy, no norte do país, em um momento em que o transporte de passageiros não é permitido devido ao isolamento obrigatório ordenado pelo Governo.

Quando o veículo foi parado, os policiais estabeleceram um procedimento para averiguar a identidade dos passageiros, e as autoridades sanitárias verificaram o estado de saúde das pessoas.

O ônibus foi alugado pelo governo de Jujuy para que os estrangeiros se deslocassem até Buenos Aires. Segundo o governador Geraldo Morales, todos já tinham passado duas semanas em isolamento na cidade de La Quiaca, onde foram assistidos com alimentos, e depois declararam que não queriam permanecer na província.

No entanto, a organização humanitária Centro de Estudos Jurídicos e Sociais (Cels), que recorreu aos tribunais, denunciou que a transferência foi compulsiva e não tinha respaldo das medidas sanitárias em vigor, que impedem deslocamentos internos. Morales negou a acusação.

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