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Cidade do México descarta confinamento em meio a 3º pico da pandemia de Covid

27/07/2021 05h16

Cidade do México, 26 jul (EFE).- A chefe do governo da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, descartou nesta segunda-feira a possibilidade de determinar um confinamento diante da terceira onda de contágio pelo coronavírus, com um terço dos casos ativos em todo o país concentrados na capital.

"Não está entre as opções fechar as atividades econômicas, mesmo que a pandemia ainda esteja entre nós. O que devemos fazer é aplicar a vacinação mais rapidamente e aprender a cuidar de nós mesmos", declarou Sheinbaum ao apresentar o chamado Plano de Reativação Econômica.

Há mais de um mês, o México vive uma terceira onda de contágios no país, que acumulou quase 2,75 milhões das infecções confirmadas e mais de 238 mil mortes por Covid-19 - quarto número mais alto em todo o mundo.

Na semana passada, o país registrou mais de 15 mil contágios diários em quatro dias consecutivos, níveis não vistos desde o pico em janeiro e que já ultrapassam os dados de julho de 2020.

A Cidade do México tem mais de 33,3 mil dos quase 101 mil casos ativos em todo o país, além de estar em alerta amarelo para uma taxa geral de ocupação hospitalar de 64,5%, de acordo com a Rede de Infecção Respiratória Aguda Grave (Irag).

Sheinbaum argumentou que o objetivo agora é atingir 85% da população adulta vacinada, embora até agora apenas 40% tenha completado o processo de vacinação com as doses necessárias.

"Estamos em condições diferentes. Há um ano ou em janeiro ainda não havia vacinas, mas hoje já estamos com 70% de vacinação de uma dose de adultos na cidade", comparou.

A chefe de governo respondeu ao argumento feito pela manhã pelo presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, que pediu em sua entrevista coletiva diária para que a liberdade seja garantida e que não haja exageros com "medidas autoritárias".

"O melhor que cada um de nós pode fazer é cuidar da saúde de nós mesmos e de nossas famílias, e proteger a nós mesmos e aos outros", concordou Sheinbaum.

Junto com as câmaras de negócios, a líder da Cidade do México apresentou o plano de reativação econômica com a filosofia de "ativar sem correr riscos". A mandatária lamentou a perda de 200 mil empregos formais durante a crise sanitária, mas mesmo assim se gabou da recente abertura de 5.030 pequenas empresas e dos anúncios de investimento feitos pela Netflix e pela Amazon. Sheinbaum também apontou o investimento estrangeiro direto (IED) da capital, que representa 18,4% a nível nacional.

O presidente do Conselho Empresarial Mexicano, Antonio del Valle Perochena, observou que a economia da Cidade do México é responsável por 17% do PIB nacional, mas pediu certeza para o investimento.

"Um apelo aberto ao investimento, sob as regras de segurança jurídica, respeito ao Estado de direito e concorrência, é necessário para atrair investimentos em setores que possam transformar o horizonte da cidade", considerou.