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15 dias

Díaz-Canel chama de "cínico" discurso de Biden na ONU e denuncia ameaça

22/09/2021 05h48

Havana, 21 set (EFE).- O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, chamou de "cínico" o discurso proferido nesta terça-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, e o acusou de ameaçar a ilha e a Venezuela.

"Os EUA estão fugindo do pântano que suas tropas ajudaram a criar durante 20 anos no Afeganistão, e Biden está tentando se livrar do espinho da derrota ameaçando Cuba e Venezuela em um discurso cínico. Com que moral?" escreveu o chefe de governo cubano no Twitter.

Díaz-Canel lembrou que o presidente americano afirmou não querer uma nova Guerra Fria e mesmo assim, em sua visão, insultou Venezuela e Cuba porque "seus governos incomodam".

"Como chamamos sua tentativa de estabelecer um único modelo político universal? E o Blockade (sanções) reforçado em tempos de pandemia?" questionou.

Díaz-Canel destacou as declarações feitas pelo Ministro de Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, sobre o discurso do presidente dos EUA. "Ele (Rodríguez) colocou a voz soberana e digna de Cuba em resposta às inaceitáveis observações desqualificantes de Biden perante a mesma Assembleia Geral", escreveu.

O ministro de Relações Exteriores da ilha, que está participando da Assembleia da ONU, disse em seu Twitter que o governo Biden "carece de autoridade moral para pressionar qualquer iniciativa na ONU" e que seus esforços "para dividir o mundo entre aqueles que se submetem a ela e aqueles que defendem com dignidade seu direito soberano à autodeterminação" é "um grave erro".

Em seu primeiro discurso à ONU, Biden afirmou que "os autoritários do mundo" tentam acabar com "uma era de democracia", e mencionou países como Belarus, Mianmar, Síria, Cuba e Venezuela.

As relações entre Havana e Washington vêm atravessando novas tensões há vários meses, apesar das esperanças de que Biden traria uma nova aproximação com o país caribenho após o revés que marcou o mandato do republicano Donald Trump.