Lewis Hamilton causa polêmica e Mercedes avalia punição

Por Alan Baldwin

ABU DHABI (Reuters) - Apesar de todas as manchetes declarando “anarquia”, o ato público de rebeldia de Lewis Hamilton contra a Mercedes na corrida que definiu o título da Fórmula 1 em Abu Dhabi pode acabar tornando o esporte mais empolgante em 2017.

Ao mesmo tempo que Toto Wolff, chefe da Mercedes, recusou descartar uma punição depois de Hamilton ter feito tudo o que podia para atrapalhar o companheiro de equipe, Nico Rosberg, na disputa do domingo, ele reconheceu que estava dividido sobre o que fazer.

O austríaco disse que iria pensar sobre a controvérsia, mas ele também especulou se não seria o caso de dar aos pilotos mais liberdade para correr, em vez de buscar controlá-los.

Depois de uma temporada de 21 corridas na qual a Mercedes foi mais dominante do que nunca, com 19 vitórias, 20 poles e os dois títulos pelo terceiro ano seguido, a F1 teve um encerramento mais popular.

Enquanto alguns condenaram a estratégia de Hamilton de tirar o ritmo da corrida, numa tentativa frustrada para ajudar os outros a ultrapassarem Rosberg, que precisava terminar no pódio para ser campeão, outros o elogiaram por transformar o que poderia ter sido uma procissão dos dois pilotos num espetáculo tenso.

"Parabéns, @LewisHamilton, por uma busca implacável pelo título, nos mantendo na beira dos nossos assentos até a última volta”, disse o campeão de 1996, Damon Hill, pelo Twitter.

Christian Horner, chefe da Red Bull, que raramente perde uma chance para atingir Wolff, afirmou que não esperaria outra coisa e acusou a Mercedes de ser “ingênua” ao pedir para Hamilton acelerar, instrução que o piloto ignorou.

Do ponto de vista de Hamilton, ele disse ter feito meramente o que tinha que fazer.

"Eu não sinto que eu fiz algo injusto. Estamos lutando por um campeonato, eu estava na liderança, eu controlo o ritmo. Essas são as regras”, disse o vencedor de 10 provas nesta temporada.

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