Centenas são presos em meio ao caos financeiro e lojas se protegem contra saques na Venezuela

Andrew Cawthorne e Corina Pons

  • Carlos Eduardo Ramirez/Reuters

    Venezuelanos são contidos pela Guarda Nacional, em Urena, fronteira com a Colômbia

    Venezuelanos são contidos pela Guarda Nacional, em Urena, fronteira com a Colômbia

As forças de segurança prenderam mais de 300 pessoas durante protestos e saques deflagrados pela decisão de eliminar a maior nota de dinheiro da Venezuela, afirmou neste domingo o presidente Nicolás Maduro.

O líder socialista retirou de circulação nesta semana a nota de 100 bolívares, antes de novas notas entrarem em circulação, criando uma escassez de dinheiro nacional em meio a uma brutal crise econômica e ofuscando os feriados venezuelanos de Natal e Ano Novo.

Depois de dois dias de inquietação - incluindo uma morte e dezenas de lojas saqueadas - Maduro adiou a medida, no sábado, até 2 de janeiro.

Isso ajudou a impedir a violência, embora ainda houvesse relatos de mais saques no sul da Cidade Bolívar neste domingo.

Entre os detidos estão líderes e membros dos partidos de oposição Vontade Popular e Primeiro Justiça, disse Maduro na TV estatal, acusando-os de seguir as instruções dos EUA para incitar o caos.

"Não venha e me diga que eles são prisioneiros políticos ... Eles são os dois partidos dos gringos na Venezuela", acrescentou, acusando o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de querer engendrar um golpe contra o socialismo na Venezuela antes de deixar o cargo.

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