Fabricante de sabonetes de Aleppo revive tradição milenar na França após bombardeios

Em Santeny

  • Christian Hartmann/Reuters

    O franco sírio Samir Constantini (esq) e o sírio Hassan Harastani, que fugiu da guerra em Aleppo, com amostras do tradicional sabão em Santeny, na França

    O franco sírio Samir Constantini (esq) e o sírio Hassan Harastani, que fugiu da guerra em Aleppo, com amostras do tradicional sabão em Santeny, na França

Um fabricante de sabonetes sírio que deixou Aleppo após a fábrica que trabalhava ser bombardeada criou uma loja em um subúrbio parisiense, revivendo uma tradição milenar.

Hassan Harastani deixou a Síria em 2012, primeiro para o Líbano e dois anos depois para a França, a convite de Samir Constantini, médico franco-sírio que já importava o diferente sabonete de Aleppo.

"Em Aleppo, este tipo de sabonete era feito talvez 3 mil anos atrás", disse Harastani, que comercializa sua versão, vendida na internet e em uma loja em Angers, sob a marca Alepia.

O sabonete é feito de azeite e óleo de louro e água, com hidróxido de sódio adicionado para fortalecer a mistura. O produto é cortado a mão e colocado para secar por até três anos antes de ser vendido em barras que pesam cerca de 200 gramas.

"Aleppo está arrasada", as pessoas estão nas ruas, não têm casas... (Esta) é uma maneira para nós continuarmos a perpetuar a tradição", disse Samir Constantini.

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