Republicanos fracassam novamente em revogar Obamacare no Senado dos EUA

Por Susan Cornwell

WASHINGTON (Reuters) - Republicanos dos Estados Unidos não conseguiram novamente nesta terça-feira, na sétima tentativa, revogar o Obamacare, em uma amarga derrota que levanta mais dúvidas sobre a habilidade dos republicanos de cumprir a agenda do presidente Donald Trump.

O partido não conseguiu ganhar apoio suficiente de seus próprios senadores para um projeto de lei para revogar o Ato de Cuidados Acessíveis e decidiu não colocá-lo em votação, disseram diversos republicanos. Os patrocinadores do projeto prometeram tentar novamente, mas enfrentam chances mais difíceis após domingo, quando expiram regras especiais que permitem aos republicanos aprovar a legislação de saúde sem apoio democrata.

“Nós basicamente ficamos sem tempo”, disse o senador Ron Johnson, co-patrocinador da medida ao lado dos senadores Bill Cassidy, Lindsey Graham e Dean Heller.

Republicanos já falharam repetidamente em entregar uma longa promessa de revogar o marco doméstico do ex-presidente democrata Barack Obama.

Os republicanos ainda não alcançaram quaisquer grandes sucessos em políticas domésticas no Congresso neste ano, o que pode prejudicar os esforços do partido em manter controle do Senado e Câmara dos Deputados nas eleições congressionais de novembro de 2018.

Republicanos veem amplamente a lei Obamacare, que fornece cobertura para 20 milhões de norte-americanos, como um custoso excesso de alcance do governo. Trump prometeu frequentemente acabar com o Obamacare durante sua campanha eleitoral de 2016. Democratas têm defendido com força a lei, dizendo que estendeu seguro de saúde para milhões de pessoas.

Após não terem votos suficientes em julho, republicanos do Senado tentaram novamente neste mês com um projeto que dá a Estados maior controle sobre os centenas de bilhões de dólares que o governo federal gasta anualmente em assistência de saúde.

Assim como antes, foram alvo de críticas de membros da direita e centro que se opõem à revogação por razões essencialmente opostas.

A senadora Susan Collins, uma moderada, se queixou que o projeto prejudica o programa Medicaid para os mais pobres e enfraquece proteções de clientes. O senador Rand Paul, um conservador, disse que o projeto deixou muitas regulações do Obamacare e programas de gastos em vigor.

Democratas disseram ser hora de os republicanos trabalharem com eles para corrigir as deficiências do Obamacare. “Nós, democratas, estamos prontos, desejando e ansiosos para trabalhar para melhorar nosso sistema de assistência de saúde”, disse o líder democrata no Senado, Chuck Schumer.

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