Vaccari é novamente absolvido na 2ª instância em processo da Lava Jato; Dirceu tem pena aumentada

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto foi absolvido mais uma vez na segunda instância em um processo em que havia sido condenado pelo juiz Sérgio Moro, na operação Lava Jato, informou nesta terça-feira o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que também disse que o ex-ministro José Dirceu teve a pena aumentada pela instância superior no mesmo processo.

Assim como aconteceu no final de junho, quando a 8ª Turma do TRF-4 absolveu Vaccari em um processo em que fora condenado a 15 anos e 4 meses de prisão por Moro, o tribunal decidiu absolver o ex-tesoureiro petista por falta de provas, dessa vez no processo que envolve a empreiteira Engevix. Moro havia condenado Vaccari, que está preso em Curitiba, a 9 anos de detenção neste caso.

Vaccari foi absolvido por 2 votos a 1. O relator da Lava Jato na segunda instância, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, foi vencido pelos desembargadores Victor Luiz dos Santos Laus e Leandro Paulsen, revisor da Lava Jato na corte e que abriu a divergência no caso do ex-tesoureiro petista.

"O revisor absolveu Vaccari por falta de provas do seu envolvimento, especificamente nos fatos julgados na ação sob julgamento, ressaltando que as informações prestadas pelos colaboradores, no presente caso, não contam com provas de corroboração e que os depoimentos sequer dizem respeito aos fatos narrados na denúncia", informou o TRF-4 em nota.

"Paulsen destacou que a absolvição de Vaccari não afeta a sua prisão preventiva, porquanto está determinada em outra das nove ações penais que tramitam contra ele."

Dirceu, que foi chefe da Casa Civil do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por outro lado, teve a pena de 20 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro imposta por Moro elevada para 30 anos, 9 meses e 10 dias de detenção.

Também tiveram as penas aumentadas o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e o ex-vice-presidente da Engevix Gerson de Mello Almada. A Engevix foi apontada como uma das integrantes de um cartel de empreiteiras que pagou propinas em troca da obtenção de contratos na Petrobras.

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