Reino Unido acusa Grécia de não cumprir promessa sobre Partenon durante visita de premiê a Atenas

Por Andrew MacAskill e Alistair Smout e Renee Maltezou

(Reuters) - Uma disputa entre Reino Unido e Grécia sobre a propriedade das esculturas do Partenon aumentou nesta terça-feira, com ambos os lados trocando acusações de culpa pelo cancelamento de uma reunião planejada entre os líderes dos dois países.

O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, cancelou a reunião desta terça-feira com o premiê grego, Kyriakos Mitsotakis, depois que seu gabinete disse que os dois lados haviam concordado que o encontro não deveria ser usado como uma plataforma pública "para relitigar assuntos há muito, muito tempo resolvidos".

Uma autoridade do governo grego, falando sob condição de anonimato, disse que não houve tal acordo. Anteriormente, um porta-voz do governo grego chamou o cancelamento de sem precedentes e desrespeitoso.

"É simplesmente o caso de que, se forem dadas garantias e elas não forem cumpridas, haverá consequências para isso", disse o porta-voz de Sunak a repórteres.

A Grécia tem solicitado repetidamente ao Museu Britânico que devolva permanentemente as esculturas de 2.500 anos que o diplomata britânico Lord Elgin removeu do templo do Partenon no início do século 19, quando era embaixador para o Império Otomano.

Cerca de metade das obras de mármore que sobreviveram estão em Londres e o restante em um museu sob a Acrópole, em Atenas.

Em entrevista à BBC no fim de semana, Mitsotakis comparou a separação das esculturas a um corte ao meio na Mona Lisa, uma caracterização rejeitada pelo governo britânico.

Tanto o Reino Unido quanto a Grécia disseram que a disputa prejudicou a oportunidade de discutir questões globais, incluindo as guerras em Gaza e na Ucrânia, a migração e a crise climática.

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No entanto, o porta-voz do governo grego, Pavlos Marinakis, disse mais tarde que seu país não deseja aumentar a disputa nem deixar que ela estrague as relações normalmente boas entre os países.

A decisão de Sunak de cancelar a reunião também foi criticada por alguns partidos de oposição britânicos e por um grupo de campanha apoiado por políticos britânicos de diferentes partidos que querem resolver a questão.

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