Rei da Jordânia diz que Israel deveria permitir mais ajuda a Gaza

Por Suleiman Al-Khalidi e Sarah El Safty

AMÃ/RAFAH, Egito (Reuters) - O rei Abdullah, da Jordânia, instou autoridades humanitárias da ONU e ONGs internacionais nesta quinta-feira a aumentarem a pressão sobre Israel para permitir mais ajuda ao enclave sitiado de Gaza, onde a situação humanitária está cada vez pior segundo autoridades e trabalhadores humanitários. 

De acordo os funcionários e equipes de ajuda humanitária, o monarca disse em uma reunião de emergência em Amã com autoridades da ONU, chefes de organizações não-governamentais ocidentais e representantes de doadores árabes que era inaceitável  Israel seguir com a contenção de fluxos de ajuda para o enclave densamente povoado onde vivem 2,3 milhões de pessoas.

"O monarca instou a comunidade de ajuda internacional a fazer a sua parte e salvar os habitantes de Gaza que sofreram uma guerra brutal que transformou a sua terra em um lugar inabitável", disse um delegado que pediu anonimato, uma vez que as deliberações correm de forma confidencial, conforme solicitado pelos organizadores do palácio real.

O palácio não estava imediatamente disponível para comentar.

Uma trégua entre Israel e o Hamas construída em torno da libertação de reféns e prisioneiros permitiu substancialmente mais ajuda a Gaza nos últimos seis dias. Mas as entregas de ajuda humanitária, incluindo alimentos, água, suprimentos médicos e combustível, continuam muito abaixo do necessário, dizem os funcionários humanitários.

Como Israel se recusa a permitir qualquer ajuda pelas suas fronteiras, os fornecimentos foram transferidos para a Península do Sinai, no Egito, para serem levados a Gaza através da passagem de Rafah.

Trabalhadores do Crescente Vermelho descarregaram e classificaram as últimas entregas de ajuda humanitária no aeroporto de Al Arish, no norte do Sinai, na quinta-feira, e um repórter da Reuters viu longas filas de contêineres e caminhões-plataforma enfileirados na beira da estrada que leva a Rafah.

Israel iniciou um bombardeio implacável em Gaza em resposta ao ataque de 7 de outubro ao sul de Israel por militantes do Hamas, que mataram cerca de 1.200 pessoas e fizeram mais de 200 reféns.

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(Reportagem de Suleiman Al-Khalidi em Amã e Sarah El Safty em Rafah)

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