EUA restringem vistos a acusados de medidas "antidemocráticas" na Guatemala

WASHINGTON/CIDADE DA GUATEMALA (Reuters) - O governo dos Estados Unidos anunciou medidas nesta segunda-feira para punir o que descreveu como medidas antidemocráticas de autoridades da Guatemala, entre elas a principal procuradora do país, que estão tentando anular a eleição vencida pelo presidente eleito Bernardo Arévalo.

As últimas medidas impostas por Washington são restrições de vistos a quase 300 cidadãos guatemaltecos, incluindo 100 parlamentares do Congresso unicameral do país, que tem 160 membros, acusados de minar a democracia no país mais populoso da América Central.

As restrições de viagem também têm como alvo alguns representantes do setor privado e seus familiares.

Embora os nomes dos cidadãos guatemaltecos visados não tenham sido divulgados devido às regras de confidencialidade da lei dos EUA, os afetados são "considerados responsáveis ou cúmplices de minar a democracia ou o Estado de direito", de acordo com uma autoridade do Departamento de Estado dos EUA.

No fim da semana passada, Arévalo rejeitou veementemente as tentativas da Procuradora-Geral, Consuelo Porras, de invalidar sua vitória eleitoral, chamando-a de "perversa" e de uma "tentativa de golpe".

O gabinete de Porras também anunciou mandados de prisão para autoridades eleitorais e representantes de partidos da Guatemala após o triunfo de Arévalo no segundo turno das eleições de agosto passado.

"O povo guatemalteco falou. Suas vozes devem ser respeitadas", disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Matthew Miller, em comunicado.

(Reportagem de Daphne Psaledakis, David Ljunggren e Susan Heavey em Washington e Sofia Menchu na Cidade da Guatemala)

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