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Tite aposta em "força mental" do Brasil contra a Bélgica nas quartas

05/07/2018 14h09

Na véspera de enfrentar a seleção belga pelas quartas de final, o Brasil demonstrou muito respeito, mas também tranquilidade para encarar a equipe com o ataque mais ...

Do enviado especial a Kazan,

Com 12 gols em quatro jogos, os “Diabos Vermelhos” têm a melhor média de gols e um sistema ofensivo que vai colocar à prova a defesa brasileira, que juntamente com a do Uruguai, é a menos vazada até o momento, com apenas um gol.

A seleção belga, que passou apertada pelo Japão nas oitavas, com uma virada de 3 a 2 nos acréscimos da partida, tem o vice-artilheiro da competição: Lukaku, centro-avante de 25 anos que já tem quatro gols marcados, apenas um a menos que o inglês Kane.

Mas ele não é a única preocupação da defesa brasileira, segundo Miranda, escolhido capitão da seleção para o confronto.

“A Bélgica não é o só o Lukaku, seguramente um grande atacante, mas a principal maneira de parar o adversário e é estar atento as todas as jogadas e a todos os jogadores dentro de campo porque tem vários jogadores de qualidade e decisivos, habilidosos”, destacou.

“Nosso sistema defensivo vai entrar bem preparado para neutralizar as armas adversárias”, prometeu.

Miranda também tem um explicação para a atuação firme da dupla que faz com Thiago Silva, um dos pontos fortes do sistema defensivo da equipe. “Nós jogamos juntos na seleção há mais de 10 anos, a primeira vez contra a França. Ele está fazendo uma Copa extraordinária”, afirmou.

"Desafio mental"

Ao lado de Miranda durante a coletiva realizada na Arena Kazan, o treinador Tite ressaltou a qualidade do adversário e diz esperar um “grande hoje” nesta sexta-feira. A comissão técnica estudou muito uma das poucas equipes presentes nesta faz da competição com quem o Brasil ainda não jogou na Era Tite.  Tite também aproveitou para confirmar a entrada de Fernandinho no lugar de Casemiro, suspenso, e a volta de Marcelo à lateral esquerda.

Demonstrando muita serenidade, Tite mais uma vez fez revelações sobre seu estado emocional desde o início da competição e atribuiu à leveza observada pelos jornalistas nos últimos tempos, ao desempenho da equipe. “Eu fiquei mais à vontade porque o desempenho dos atletas me deu mais confiança”, justificou. Um pouco antes, revelou que sofreu com o nervosismo no jogo de estreia e chegou até rir do que mesmo disse: “A expectativa ela vem. E a primeira vez, nem eu nem você, a gente nunca esquece”.

Sobre manter a tranquilidade, ele diz que “é um desafio diário” e tenta incutir na cabeça dos jogadores um equilíbrio mental, necessário para se atingir o objetivo dentro de campo.  

“A gente passa aquilo que é: nem euforia, nem o medo de perder. O discernimento é muito difícil, mas precisa ter. O aspecto mental forte estou sentindo agora”, afirmou.  

“Qual é o melhor desafio de um Mundial? A capacidade mental dele. As pressões são impressionantes, extraordinárias. E elas proliferam para a família toda, a pressão psicológica é muito forte”, confessou.

Sem descartar uma decisão contra os belgas por meio das cobranças de pênaltis, Tite confessou que por ele, uma partida não deveria ser decidida nas cobranças máximas. “Para mim, um jogo de futebol não deveria terminar assim, é preciso encontrar uma forma mas eu também não sei. Bater pênalti é uma responsabilidade muito grande, é controle psicológico”, afirmou.