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Funcionários da Torre Eiffel prometem parar no primeiro dia de agosto

30/07/2018 10h56

Os funcionários do principal ponto turístico da França ameaçam entrar em greve no primeiro dia de agosto para protestar contra a falta de organização e filas, muitas vezes, quilométricas. O movimento é organizado por dois sindicatos, a CGT (Confederação Geral do Trabalho) e a FO (Força Operária).

Para o representante da CGT, Denis Vavassori, o aumento de bilhetes vendidos antecipadamente e com hora marcada, pela internet, é positivo. Mas para ele, a Sociedade de Exploração da Torre Eiffel (SETE), empresa que administra o monumento, apresenta falhas na organização. “Grandes desiquilíbrios entre as filas das diferentes entradas acontecem diariamente”, afirmou ele.

O acesso para Torre Eiffel acontece em dois dos quatro pilares. O problema, segundo os sindicatos, é que somente um fica aberto para o público em geral.  O outro serve exclusivamente às pessoas que compraram ingresso pela internet. Para a CGT, isso tem causado situações incompreensíveis.

Filas quilométricas

O sindicato afirma que, em alguns momentos do dia, enquanto um dos elevadores funciona com capacidade mínima, o outro chega a ter espera de mais de três horas. Há também momentos em que até os turistas com hora marcada demoram mais de uma hora para conseguir acessar a obra prima de Gustave Eiffel.

Os sindicatos pedem para que as duas entradas sejam abertas ao público geral, com filas prioritárias para quem tiver comprado os ingressos antecipadamente, além de melhorar a recepção dos turistas no pátio da Torre.

A Torre Eiffel é um dos lugares mais visitados de Paris. Em 2016, quase seis milhões de visitantes estiveram no monumento. O ano recorde de visitas foi 2014, com sete milhões de entradas vendidas.

Com informações da AFP