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Dominicanos e croatas vão às urnas em meio a alta de casos de Covid-19

05/07/2020 17h09

Mais dois países realizaram eleições em meio à pandemia de coronavírus: a República Dominicana, que foi às urnas neste domingo (5), um dia depois do registro de um recorde di número de casos de Covid-19 no país, e a Croácia. Na semana passada, a França tinha realizado o segundo turno das eleições municipais, cancelado em março por conta da pandemia.

Mais dois países realizaram eleições em meio à pandemia de coronavírus: a República Dominicana, que foi às urnas neste domingo (5), um dia depois do registro de um recorde di número de casos de Covid-19 no país, e a Croácia. Na semana passada, a França tinha realizado o segundo turno das eleições municipais, cancelado em março por conta da pandemia.

No pequeno país da América Central, a população desafiou a ameaça da doença para eleger um novo presidente e o o Parlamento. "Respeitando o distanciamento social, exerçam no dia de hoje seu direito ao voto", disse o presidente da Junta Central Eleitoral (JCE), Julio César Castaños, ao iniciar formalmente as eleições.

A votação ocorre logo depois de, no sábado (4), serem registrados 1.036 novos casos de Covid-19 na República Dominicana, o maior aumento em 24 horas desde o primeiro caso confirmado, em 1o de março. Até o momento, ocorreram 36.184 casos do vírus e 786 mortes na ilha caribenha, de 10,5 milhões de habitantes.

Os centros eleitorais abriram às 07h locais (08h no horário de Brasília) e fecharão às 17h (18h). As eleições estavam inicialmente previstas para 17 de maio, mas as autoridades eleitorais decidiram adiá-las devido à pandemia.

Favorito se recuperou do coronavírus

O opositor Luis Abinader, recém recuperado do coronavírus, e o candidato do partido do governo, Gonzalo Castillo, são os favoritos para ganhar a presidência. As principais pesquisas projetam Abinader como vencedor, candidato pelo social-democrata Partido Revolucionário Moderno (PRM), mas ele pode não alcançar 51% dos votos necessários para ser proclamado já no primeiro turno. Um eventual segundo turno está marcado para 26 de julho.

Um total de 7,5 milhões de dominicanos estavam convocados às urnas para eleger presidente, vice-presidente, 32 senadores, 190 deputados e 20 representantes no Parlamento. Cerca de 600.000 eleitores (7,9% do padrão eleitoral) estão habilitados no exterior.

O chefe da missão de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA), Eduardo Frei, pediu aos eleitores que votassem "cedo para evitar as aglomerações". As eleições dominicanas serão supervisionadas por 151 observadores internacionais, informou a Junta Central Eleitoral.

A Covid-19 mudou completamente a dinâmica típica de uma campanha eleitoral no país. A declaração de emergência nacional devido ao coronavírus, vigente até 30 de junho, evitou grandes atos de campanha políticas.

No entanto, após o fim do estado de exceção, o governo de Danilo Medina permitiu que os candidatos se reunissem com centenas de apoiadores no final da campanha.

Um homem morreu e outro ficou ferido neste domingo em um "tiroteio" após uma discussão nos arredores de um centro eleitoral da capital.

Na Croácia, conservadores lideram com aposta na estabilidade

Os conservadores croatas, que lideram as eleições legislativas neste domingo, de acordo com uma pesquisa de boca de urna, parecem bem posicionados para permanecer no poder e formar um governo de coalizão no país. Uma pesquisa de boca de urna da Ipsos indicou que o HDZ, do

superou seus principais rivais na coalizão de centro-esquerda, liderada pelos sociais-democratas de Davor Bernardic.

 

Uma votação apertada era antecipada pelos centros de pesquisas, em uma eleição que ocorreu à sombra de uma recuperação nos casos de coronavírus. Os conservadores, que dominam a vida política desde a independência da Croácia em 1991, ganhariam 61 dos 151 assentos do Parlamento. A coalizão de centro-esquerda ficaria com 44 e o partido de Miroslav Skoro, cantor populista e nacionalista, ocuparia 16 cadeiras.

Na ausência de uma maioria absoluta, o primeiro-ministro deve agora iniciar negociações que podem durar dias. Uma das opções possíveis para o HDZ é abrir o diálogo com o "Movimento Patriótico" de Skoro.

A incerteza sobre o futuro dominou a campanha, já que a economia croata, muito dependente do turismo, deve cair cerca de 10% neste ano, sua pior contração em décadas. Andrej Plenkovic, de 50 anos, apostou que a difícil situação que está por vir incentivaria os eleitores a permanecer fiéis a um partido no poder desde 2016.

"É necessário fazer eleições sérias e não política para políticos", disse o primeiro-ministro. "A Croácia não precisa de experimentos como Bernardic ou Skoro."

Número reduzido de mortes por Covid-19, mas casos em alta

O país dos Balcãs, membro da União Europeia, tem cerca de de 110 mortos e 2.800 casos de coronavírus, para um total de 4,2 milhões de habitantes. No entanto, há duas semanas, após saldos baixos ou quase nulos, o país começou a registrar algumas dezenas de casos diários.

Davor Bernardic, de 40 anos, acusa o governo de "ter colocado a Croácia em perigo deliberadamente", ao decidir levar adiante as eleições durante a pandemia. Andrej Plenkovic, entretanto, defendeu essa decisão, depois de depositar sua cédula na urna.

Ele avaliou que o melhor era realizar as eleições "o mais rápido possível", já que os especialistas prevêem que a situação da saúde poderá ser "mais perigosa no outono".

Com informações da AFP