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França mobiliza novamente comunidade internacional para reconstrução de Beirute

01/12/2020 17h44

O presidente francês Emmanuel Macron organiza nessa quarta-feira (2), em parceria com o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, uma reunião sobre a reconstrução de Beirute, quatro meses após a explosão que devastou a capital libanesa. O chefe de Estado tenta mobilizar a comunidade internacional para implementar um plano ajuda para o Líbano.

O presidente francês Emmanuel Macron organiza nessa quarta-feira (2), em parceria com o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, uma reunião sobre a reconstrução de Beirute, quatro meses após a explosão que devastou a capital libanesa. O chefe de Estado tenta mobilizar a comunidade internacional para implementar um plano ajuda para o Líbano.

A videoconferência, prevista às 18h30 pelo horário de Paris (14h30 em Brasília) será pilotada a partir da capital francesa. Foram convidados chefes de Estado, representantes de organizações multilaterais, ONGs e membros da sociedade civil libanesa.

Segundo a presidência francesa, a reunião tem como objetivo "estabelecer um balanço da ajuda dada pela comunidade internacional e de suas modalidades de distribuição desde a conferência de 9 de agosto". Mas o encontro dessa quarta-feira também visa estimar as novas necessidades do Líbano "e trabalhar para responder a essas expectativas".

A reunião de agosto, organizada apenas cinco dias após a explosão no porto de Beirute, resultou em promessas de uma ajuda de urgência de € 250 milhões.

Reformas políticas esperadas

A mobilização humanitária internacional se mistura à pressão interna e externa para reformas no país, que já estava em crise econômica e política antes mesmo da explosão. O Líbano viu seu Produto Interno Bruto (PIB) cair 19,2% este ano, após uma retração de 6,7% em 2019. A dívida nacional já representa 194% do PIB.

Logo após a catástrofe, Macron disse ter obtido, durante duas visitas a Beirute, um engajamento das autoridades locais para a formação de um novo governo em setembro. Mas a promessa não foi cumprida. Em 22 de outubro, o ex-primeiro-ministro Saad Hariri foi designado para formar um governo, mas as divisões internas o impediram de concretizar sua missão.