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Democrata mantém governo da Califórnia, apesar de acusações de fraude pelos republicanos

15/09/2021 06h26

Gavin Newsom continua sendo o governador da Califórnia, o estado mais populoso e rico dos Estados Unidos. Menos de uma hora após o fechamento das urnas na terça-feira (14), o "não" obteve mais de 66% dos votos com mais de 60% dos votos já apurados, segundo a CNN e a NBC. O democrata precisava vencer por maioria absoluta para evitar a demissão. É uma vitória de Gavin Newsom, mas também do Executivo e do presidente Joe Biden, que foi à Califórnia para apoiá-lo na véspera da votação.

Gavin Newsom continua sendo o governador da Califórnia, o estado mais populoso e rico dos Estados Unidos. Menos de uma hora após o fechamento das urnas na terça-feira (14), o "não" obteve mais de 66% dos votos com mais de 60% dos votos já apurados, segundo a CNN e a NBC. O democrata precisava vencer por maioria absoluta para evitar a demissão. É uma vitória de Gavin Newsom, mas também do Executivo e do presidente Joe Biden, que foi à Califórnia para apoiá-lo na véspera da votação.

Com informações do correspondente da RFI em Washington, Guillaume Naudin

Não houve suspense. Desde as primeiras pesquisas, estava claro que a Califórnia permaneceria democrata. A aposta foi vencida pelo governador Newsom, cuja política muito rígida contra o coronavírus foi inicialmente criticada antes de ser, ao que parece, considerada eficaz em face da ascensão da variante Delta.

Venceu também o Executivo americano que entrou na batalha em defesa do governador primeiro com a vice-presidente californiana Kamala Harris primeiro e, em seguida, com Joe Biden. O presidente denunciou o trumpismo dos adversários republicanos de Gavin Newsom no comício final da campanha, na noite de segunda-feira (13).

Os republicanos saíram perdendo, incluindo Larry Elder, apresentador de rádio ultraconservador, apoiado por Donald Trump. Antes mesmo da votação, ele havia denunciado fraudes, sem qualquer prova ou evidência, como havia feito Trump na eleição presidencial do ano passado.

As votações ainda nem tinham começado na Califórnia e na Fox News, comentaristas conservadores já denunciavam fraude eleitoral, sem qualquer fundamento, relata o correspondente da RFI em San Francisco, David Thomson.

Ameaça à democracia

Os conservadores queriam provar que o democrata Gavin Newsom só poderia se manter como governador da Califórnia fraudando o pleito. Uma estratégia idêntica à de Donald Trump durante a eleição presidencial, mas aplicada a nível local.

De sua residência na Flórida, o ex-presidente também multiplicou os comunicados à imprensa, denunciando uma "eleição totalmente fraudada na Califórnia". Retórica repetida inúmeras vezes por Larry Elder: "Em minha opinião, tudo mostra que a eleição presidencial de 2020 foi cheia de trapaças e temo que eles farão o mesmo novamente."

Na Califórnia, reduto democrata, era difícil imaginar uma vitória republicana. Mas Larry Elder ameaçou ir ao tribunal. "Só os perdedores choram por fraude eleitoral", escreveu um colunista do Los Angeles Times, que vê as acusações infundadas como uma séria ameaça à democracia.