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Um mês após erupção do vulcão Cumbre Vieja, geólogos não conseguem prever seu fim

Membro da Unidade de Emergência Militar Espanhola monitorando o fluxo de lava produzido pelo vulcão Cumbre Vieja, em La Palma - LUISMI ORTIZ/AFP
Membro da Unidade de Emergência Militar Espanhola monitorando o fluxo de lava produzido pelo vulcão Cumbre Vieja, em La Palma Imagem: LUISMI ORTIZ/AFP

19/10/2021 12h11

O vulcão 'Cumbre Vieja' continua lançando lava e cinzas nesta terça-feira (19) sobre a ilha espanhola de La Palma, no arquipélago das Canárias, onde já destruiu centenas de casas e obrigou a retirada de quase 7.000 moradores desde que começou sua erupção há um mês. Um segundo fluxo de lava está agora a cerca de 30 metros da costa, a oeste da ilha, e seu contato com o oceano poderia provocar emissões tóxicas.

O Cumbre Vieja entrou em fase eruptiva em 19 de setembro, quando expeliu grandes rios de lava que iniciaram uma descida lenta até alcançarem finalmente o mar, dez dias depois. Apesar de a erupção não ter deixado nenhuma vítima, os ardentes fluxos de magma - cinza e laranja - destruíram tudo em seu caminho e já cobrem 763 hectares.

A lava destruiu 1.956 edifícios, incluindo centenas de casas, de acordo com os últimos dados do governo espanhol. As nuvens de cinzas emitidas incansavelmente pelo vulcão e que tingem parte da ilha de cinza, também prejudicam frequentemente as conexões aéreas com La Palma.

Um mês após o início da erupção, acompanhada também de recorrentes tremores menores, os geólogos não conseguem prever quanto tempo sua atividade ainda pode durar.

O Cumbre Vieja expulsa 10.000 toneladas de dióxido de enxofre por dia e, para considerar que começa a se apagar, deveria diminuir para 400 toneladas, segundo explicou à imprensa David Calvo, porta-voz do Instituto de Vulcanologia das Canárias (Involcan).

"Ninguém é capaz de afirmar que esse é seu fim", afirmou o chefe do governo regional das Canárias, Ángel Víctor Torres.

Segundo fluxo de lava

Segundo David Calvo, um segundo fluxo de lava, cuja temperatura supera os 1.100 graus, avança muito lentamente e poderia alcançar o mar nesta terça-feira, provavelmente obrigando a confinar os moradores das áreas mais próximas.

O primeiro fluxo de lava tocou o oceano no final de setembro. Após se solidificar depois de entrar em contato com a água, gerou uma nova península que já possui 40 hectares.

Desde o início da erupção, quase 7.000 moradores desta pequena ilha atlântica de 85.000 habitantes tiveram que abandonar suas casas.

Esta é a terceira erupção de um vulcão em La Palma no último século, depois do San Juan em 1949 e do Teneguía em 1971.

Ambas deixaram três mortos no total, dois deles por inalação de gases tóxicos, embora tenham causado menos danos que o Cumbre Vieja, já que naquelas décadas a ilha era menos povoada.

(Com informações da AFP)