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Covid-19: protesto contra o passaporte sanitário termina em confronto com a polícia em Bruxelas

23/01/2022 14h18

Dezenas de milhares de manifestantes vindos vários países europeus participaram neste domingo (23) de uma passeata em Bruxelas, para protestar contra o passaporte sanitário e as restrições para lutar contra a pandemia de Covid-19. Perto da sede da União Europeia, militantes entraram em confronto com policiais. 

Dezenas de milhares de manifestantes vindos vários países europeus participaram neste domingo (23) de uma passeata em Bruxelas, para protestar contra o passaporte sanitário e as restrições para lutar contra a pandemia de Covid-19. Perto da sede da União Europeia, militantes entraram em confronto com policiais.
 

Segundo as autoridades belgas, cerca de 50 mil pessoas desfilaram nesta que é a maior da série de manifestações realizadas nos últimos meses em Bruxelas. Bandeiras da Holanda, Polônia e Romênia foram exibidas durante o ato. 

O clima se deteriorou no final da manifestação, quando o cortejo se aproximou da sede da União Europeia. Segundo a rádio RTL, pessoas com os rostos cobertos quebraram um vidro do escritório europeu das Relações Internacionais. 

A polícia tentou afastar os militantes com jatos d'água e bombas de gás lacrimogênio. Muitos atiraram pedras e foguetes contra os policiais.

"Ditadura sanitária"

Os participantes do ato criticaram o que classificam de "ditadura sanitária", mesmo que vários governos europeus venham flexibilizando as medidas anticovid nos últimos dias. Muitos exibiram cartazes contra o primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, e contra o passaporte sanitário, mecanismo adotado por boa parte dos países europeus.

Entre os organizadores do evento estão os movimentos World Wide Demonstration for Freedom (Demonstração Mundial pela Liberdade) e Europeans United for Freedom (Europeus Unidos pela Liberdade) que militam contra as restrições anticovid. 

"O que vem acontecendo desde 2020 permitiu que as pessoas acordassem", declarou a francesa Francesca Fanara, participante da marcha. O português Adolfo Barbosa se disse feliz ao ver pessoas de toda a Europa reunidas contra a "ditadura sanitária".

Países europeus relaxam restrições

A passeata ocorre em um momento em que vários países europeus flexibilizam as medidas anticovid, apesar da rápida propagação da variante ômicron. Segundo a Agência de Saúde Europeia, essa linhagem do coronavírus se tornou dominante na União Europeia e em todo o espaço econômico do bloco. 

A ômicron continua provocando recordes de contaminação em toda a Europa. Na semana passada, a França registrou mais de 525 mil contaminações em apenas um dia. No entanto, o governo aposta em um fim iminente da pandemia e anunciou o relaxamento de algumas restrições a partir de 2 de fevereiro