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Varíola dos macacos: com vários casos, Reino Unido diz que risco ainda é 'baixo'

Paciente com varíola dos macacos, no Congo, em foto de arquivo tirada durate uma explosão de casos da doença entre 1996 e 1997 - Brian W.J. Mahy/ via Reuters
Paciente com varíola dos macacos, no Congo, em foto de arquivo tirada durate uma explosão de casos da doença entre 1996 e 1997 Imagem: Brian W.J. Mahy/ via Reuters

Vivian Oswald

Correspondente da RFI em Londres

26/05/2022 07h18Atualizada em 26/05/2022 07h39

Com 78 dos 150 casos confirmados globalmente da varíola dos macacos, o Reino Unido diz que o risco para a população ainda é baixo.

As autoridades científicas tentam entender como este vírus considerado raro fora da África Ocidental e Central —onde é endêmico —tem se espalhado pelo país. Até o momento, os cientistas da agência sanitária dizem que os riscos são baixos.

Por esta razão, o governo britânico já disse que, por enquanto, não tem intenção de convocar reuniões de emergência do chamado grupo Cobra, que acompanhou de perto da pandemia do coronavírus. Também não há qualquer decisão sobre limitação de viagens. Por via das dúvidas, decidiu-se ampliar o estoque de vacinas contra a varíola comum, que havia sido erradicada na década de 1980.

O Reino Unido está comprando mais 20 mil doses a mais, além das 5 mil que já tinha. O antígeno será aplicado em pessoas que tiveram contato com pacientes da doença.

Ninguém sabe por que o número de casos é aparentemente maior no Reino Unido do que no restante da Europa. No início, a explicação estava no fato de pessoas contaminadas terem passado pela África, mais especificamente pela Nigéria.

Os novos casos, contudo, indicam que os infectados não tiveram qualquer contato com aquele continente. A agência de Segurança Sanitária do Reino Unido fala em infecções geradas dentro da própria comunidade e não descarta um aumento significativo no número de casos nos próximos dias.

Casos se concentram na Inglaterra

Os casos britânicos se concentram na Inglaterra, onde foram registrados 707 pacientes da doença. Na Escócia, só há notícia de um contaminado. País de Gales e Irlanda do Norte não têm registro até o momento. Estes são os dados oficiais até o dia 24 de maio. A divulgação é feita com um dia de defasagem.

Os britânicos foram os primeiros a registrar novos casos. Atribui-se a isso a capacidade de análise de genomas no país. Mas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o vírus já foi encontrado em 19 países.

Esse vírus, segundo o sistema de saúde nacional, não se espalha com facilidade. As contaminações podem se dar pelo contato muito próximo entre as pessoas, ou por certos objetos usados que tenham sido usados por pessoas infectadas, como roupas, roupa de cama e utensílios.

A médica-chefe da agência sanitária britânica, Susan Hopkins, afirma que uma proporção importante dos casos recentes no Reino Unido e Europa foram identificados entre homens homossexuais ou bissexuais. Ela pediu que qualquer um com sintomas da doença faça contato imediato com o sistema de saúde.

O protocolo é que qualquer paciente contaminado, ou pessoa que tenha tido contato com alguém com sintomas se isole pelo período de 21 dias. Cerca de 10 funcionários os hospitais de Chelsea e Westminster em Londres estão em auto-isolamento neste momento.

Países europeus estão em alerta

Não há vacina específica contra a doença, que, em princípio, não é mortal ou contagiosa como o coronavírus, por exemplo, segundo os especialistas. A varíola dos macacos já existe há pelo menos meio século na África. Outros países europeus também estão em alerta e também começaram a comprar vacinas contra a varíola comum. A Alemanha, por exemplo, já encomendou 40 mil doses.

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