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Varíola dos macacos: SP espera receber vírus para produzir teste rápido

Tubos de ensaio rotulados como vírus de varíola de macaco com resultado positivo - CDC/via REUTERS
Tubos de ensaio rotulados como vírus de varíola de macaco com resultado positivo Imagem: CDC/via REUTERS

Stella Borges

Do UOL, em São Paulo

25/05/2022 11h41Atualizada em 25/05/2022 12h51

O secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse, hoje, que espera receber ainda nesta semana o vírus da varíola dos macacos, vindo da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), para que se possa fazer um teste PCR de maneira mais rápida e robusta para a doença.

Embora não haja registro de casos, o secretário diz que o estado tem intensificado orientações para unidades de saúde com relação aos sintomas e lembrou que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já emitiu uma nota sobre a necessidade de adoção de medidas "não farmacológicas", como distanciamento físico, uso de máscaras de proteção e higienização frequente das mãos, em aeroportos e aeronaves, para retardar a entrada do vírus no país.

"O estado de São Paulo já vem se antecipando com esse olhar atento, tanto para casos sintomáticos e para realização de exames que possam elucidar de forma muito mais célere esse diagnóstico", disse ele.

A varíola de macaco é uma doença pouco conhecida porque a incidência é maior na África. Até o momento, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) há 131 casos confirmados de varíola dos macacos registrados fora do continente africano e 106 de casos suspeitos, desde que o primeiro foi relatado, em 7 de maio.

Diante do quadro, o Ministério da Saúde criou uma sala de situação para monitorar o cenário da varíola dos macacos no Brasil. A medida, anunciada pela pasta na noite de segunda-feira (23), tem como objetivo elaborar um plano de ação para o rastreamento de casos suspeitos e na definição do diagnóstico clínico e laboratorial para a doença.