Conflito Israel-Hamas: Reino Unido realizará voos sobre Gaza para localizar reféns

O Reino Unido realizará voos de vigilância sobre Israel e Gaza para ajudar a localizar reféns detidos pelo movimento islâmico palestino Hamas, anunciou o Ministério da Defesa britânico neste sábado (2). 

"Desde os ataques terroristas a Israel em 7 de outubro, o Governo britânico tem trabalhado com parceiros em toda a região para garantir a libertação de reféns, incluindo cidadãos britânicos, que foram raptados", escreveu o ministério em um comunicado divulgado na noite de sábado. "A segurança dos cidadãos britânicos é nossa principal prioridade", acrescenta o texto.

"Para apoiar as operações de resgate de reféns, o Ministério da Defesa do Reino Unido realizará voos de vigilância sobre o Mediterrâneo Oriental, incluindo o espaço aéreo sobre Israel e Gaza", especifica o ministério.

Estes aviões "não estarão armados" e "não terão função de combate", continua o comunicado. Sua única missão será localizar os reféns. "Apenas as informações relativas à libertação de reféns serão transmitidas às autoridades competentes responsáveis."

Cerca de 240 pessoas foram raptadas em 7 de outubro durante o ataque mortal sem precedentes do Hamas no sul de Israel, e depois levadas para a Faixa de Gaza. Uma trégua de sete dias permitiu a libertação de cerca de uma centena de reféns que estavam nas mãos do Hamas e de 240 prisioneiros palestinos detidos em Israel.

Mas quase 140 pessoas ainda estão detidas na Faixa de Gaza, de acordo com as autoridades israelenses.

Reféns britânicos

Os combates recomeçaram na sexta-feira (1) no território palestino. Em retaliação ao ataque de 7 de outubro, que deixou 1.200 mil mortos, a maioria civis, de acordo com as autoridades israelenses. Israel lançou uma campanha de bombardeios massivos em Gaza, seguida de uma operação terrestre.

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As operações israelenses já deixaram mais de 15 mil mortos, a maioria civis, de acordo com o Hamas, que assumiu o poder em Gaza, em 2007.

Londres não informou quantos britânicos estão mantidos como reféns do Hamas. Depois de 7 de outubro, Downing Street afirma que pelo menos 12 cidadãos britânicos foram mortos no ataque e outros cinco estão desaparecidos.

(Com informações da AFP)

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