Conteúdo publicado há 26 dias

Fortes chuvas deixam três desaparecidos na Suíça

Três pessoas estão desaparecidas após as fortes chuvas que atingiram o sudeste da Suíça nas últimas horas, de acordo com informações fornecidas da polícia do cantão de Grisons, neste sábado (22). Uma quarta pessoa, uma mulher que estava desaparecida, foi encontrada viva e levada para o hospital, segundo a fonte policial. Na França, a vigilância laranja foi levantada nos departamentos da Savoie e Isère, onde inundações torrenciais atingiram os maciços de Oisans e Ecrins.

As fortes chuvas afetaram várias regiões da Suíça nos últimos dias. "Os rios transbordaram. As estradas foram inundadas e tiveram de ser fechadas", explica a polícia.

Cerca de 230 pessoas foram retiradas da região, indicou na tarde de sexta-feira (21) a chefe do órgão cantonal. Mais de 200 bombeiros e 50 agentes da proteção civil foram mobilizados. Tempestades causaram inundações após um deslizamento de terra no vale de Mesolcina, explicou a polícia em um comunicado.

A famosa estação de esqui de Zermatt, no cantão de Valais, está isolada do mundo desde o meio-dia de sexta-feira, devido ao risco de inundações, que levaram à interrupção das ligações ferroviárias e rodoviárias.

Resgate de helicóptero

Enquanto isso, operações de resgate acontecem neste sábado na cidade de Saint-Christophe-en-Oisans, em Isère, departamento do sul da França, a 610 km de Paris, onde quase uma centena de pessoas foram retiradas de helicóptero, desde sexta-feira. Elas ficaram isoladas após a estrada principal ter sido inundada.

"Todas as pessoas foram atendidas e acomodadas ontem à noite em Deux-Alpes com a ajuda da prefeitura", disse um porta-voz do departamento de segurança de Isère.

Quatro helicópteros foram utilizados para a operação, programada depois que a estrada departamental foi interrompida, na quinta-feira, por uma inundação torrencial.

"Foram observados muitos danos materiais em casas e estradas" e um diagnóstico da situação das estradas será divulgada neste sábado e durante vários dias a seguir", explicou o departamento de segurança à AFP, na sexta-feira.

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