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Paes foge de polêmica com PM e diz que Réveillon em Copacabana será "festa linda"

O prefeito inaugurou nesta quinta o letreiro "Rio te amo" na Praça Mauá, na região portuária da cidade - Luiz Ackermann/Estadão Conteúdo
O prefeito inaugurou nesta quinta o letreiro "Rio te amo" na Praça Mauá, na região portuária da cidade Imagem: Luiz Ackermann/Estadão Conteúdo

Vinicius Konchinski

Do UOL, no Rio

29/12/2016 11h22

Um dia depois de a Aomai (Associação de Oficiais da PM e Corpo de Bombeiros) recomendar em carta aberta o cancelamento da festa de Réveillon de Copacabana, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), confirmou a realização do evento.

"Claro que vai ter Réveillon. Será uma festa linda em Copacabana", afirmou Paes, questionado sobre o pedido de policiais.

Policiais e bombeiros do Rio sugeriram o cancelamento da festa devido à "grave crise política e financeira que atravessa o Estado". Servidores estaduais, incluindo os policiais, têm convivido com constantes atrasos em pagamentos de salários por falta de recursos.

Paes não quis comentar a situação de funcionários do Estado. Disse que essa questão deve ser discutida com o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Mesmo assim, descartou o cancelamento das festividades de Ano Novo, que são organizadas pela prefeitura.

Só a festa de Réveillon em Copacabana, praia da zona sul da cidade, costuma reunir até 2 milhões de pessoas. O evento custa cerca de R$ 5 milhões, que são gastos com shows e fogos de artifício.

Em anos anteriores, o Réveillon de Copacabana foi pago integralmente com recursos vindos de patrocinadores. Neste ano, a prefeitura teve que investir recursos no evento, já que a crise reduziu o apoio de empresas.

Além da festa de Ano Novo em Copacabana, a prefeitura vai promover festividades em outras praias e bairros do subúrbio do Rio.