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Balaio do Kotscho

"O Brasil não pode sangrar até 2022", diz Boulos sobre protestos do dia 19

Manifestação em Brasília: protestos contra Bolsonaro aconteceram em mais de 200 cidades do país no dia 29 de maio - Rafael Neves/UOL
Manifestação em Brasília: protestos contra Bolsonaro aconteceram em mais de 200 cidades do país no dia 29 de maio Imagem: Rafael Neves/UOL
Ricardo Kotscho

Ricardo Kotscho, 72, paulistano e são-paulino, é jornalista desde 1964, tem duas filhas e 19 livros publicados. Já trabalhou em praticamente todos os principais veículos de mídia impressa e eletrônica. Foi Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República (2003-2004). Entre outras premiações, foi um dos cinco jornalistas brasileiros contemplados com o Troféu Especial de Direitos Humanos da ONU, em 2008, ano em que começou a publicar o blog Balaio do Kotscho, onde escreve sobre a cena política, esportes, cultura e histórias do cotidiano

Colunista do UOL

14/06/2021 17h58

Atualizado às 23h: o número de cidades com atos de protesto confirmados para o sábado subiu para 180 nesta segunda-feira, segundo a Central de Movimentos Populares.

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"Não dá para assistir ao genocídio de forma passiva ou simplesmente esperar até 2022", justificou Guilherme Boulos (PSOL), líder do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), ao falar à coluna sobre os novos protestos do "Fora Bolsonaro" marcados para o próximo sábado, dia 19.

Até o final da semana, a Central dos Movimentos Populares, uma das organizadoras das manifestações, já havia confirmado 79 atos, em todas as regiões brasileiras, e também no exterior, em países como Inglaterra, Itália e Portugal.

Boulos espera manifestações ainda maiores do que os atos do dia 29 de maio: "A indignação contra Bolsonaro só cresceu de lá para cá".

Segundo ele, "a CPI tem reforçado o boicote criminoso às vacinas. Provavelmente, chegaremos a 500 mil mortos no próprio dia 19 ou no dia 20. Ninguém gostaria de estar nas ruas no meio da pandemia, mas hoje não temos outra alternativa. Depois do desfile da morte, com todo mundo sem máscara, que ele promoveu em São Paulo com motociclistas, depois do escárnio dessa Copa América no Brasil, vamos mostrar que é possível fazer manifestação sem negacionismo".

Por isso, nas convocações para o dia 19, os organizadores reforçaram o pedido para que todos usem máscaras e álcool gel e mantenham distanciamento durante os atos. Equipes voluntárias de saúde estarão presentes para que essas medidas sejam cumpridas.

O principal objetivo dessas manifestações, diz Boulos, é "criar uma crescente, um caldo social que coloque o impeachment de Bolsonaro na agenda política nacional".

A Central de Movimentos Populares (CMP), que centraliza a divulgação e coordenação dos protestos, reúne grupos de militantes por moradia, saúde, mulheres, negros, juventude, economia solidária, defesa dos direitos das crianças e adolescentes e associações de moradores.

Participam também representantes de todas as centrais sindicais e de partidos de oposição.

Para informações sobre as cidades, os locais e horários das manifestações, a CMP mantem os seguintes canais:

E-mail: cmpnacbr@gmail.com

Instagram: @ForaBolsonaroNacional

Twitter: @forabolsonarona

"Acho provável que a gente tenha atos em mais cidades ainda do que no dia 29 de maio", prevê Guilherme Boulos. "O Brasil não pode sangrar até 2022".

Vida que segue.

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