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Só a indústria da morte prospera a valer no governo Bolsonaro. Faz sentido!

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Imagem: Reprodução
Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo, que publicou aqui o primeiro post no dia 24 de junho de 2006, é colunista da Folha e âncora do programa “O É da Coisa”, na BandNews FM. No UOL, Reinaldo trata principalmente de política; envereda, quando necessário — e frequentemente é necessário —, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

Colunista do UOL

30/06/2020 07h29

Leio no Painel, da Folha:

Explosão Em meio às medidas do governo Bolsonaro de flexibilização ao acesso a armas, a Taurus teve alta de 111% nas vendas em relação ao mesmo período de 2019 —foram 52,1 mil armas comercializadas no mercado brasileiro no primeiro trimestre.

Abertura A empresa relatou, em comunicado, que a maior procura foi por "calibres até então restritos, como pistolas 9 mm e fuzis, que incorporam maior valor agregado".

Números A liberação dessas armas fez com que a companhia faturasse R$ 56 milhões só no Brasil, alta de quase 50% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Ainda assim, a Taurus registrou um prejuízo de R$ 157,1 milhões.
Íntegra aqui.

COMENTO
Na reunião do dia 22 de abril, o presidente deixou claro que o que ele quer mesmo é guerra civil. Está no caminho certo. Ainda bem que a população não se mostra disposta a renunciar à democracia.

Que fique claro: até outro dia, a turma que fala em favor da liberação de armas afirmava que se tratava de dotar o cidadão de capacidade de autodefesa.

Com a devida vênia, pistolas 9 mm e fuzis, fora de um ambiente de conflagração armada, são armas de ataque, não de defesa.

Eis aí o feito mais notável do governo Bolsonaro.

Um setor da indústria, ao menos, se saiu bem.

Dado a sua política de saúde, certamente não seria um em favor da preservação da vida, certo?

Reinaldo Azevedo