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FORA DA LEI 5: Maia e Alcolumbre com nomes camuflados em ação da Lava Jato

Nomes camuflados de presidentes da Câmara e do Senado: julguem vocês mesmos se havia espaço para escrever os respectivos nomes pelos quais são conhecidos - Reprodução/Poder 360
Nomes camuflados de presidentes da Câmara e do Senado: julguem vocês mesmos se havia espaço para escrever os respectivos nomes pelos quais são conhecidos Imagem: Reprodução/Poder 360
Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo, que publicou aqui o primeiro post no dia 24 de junho de 2006, é colunista da Folha e âncora do programa “O É da Coisa”, na BandNews FM. No UOL, Reinaldo trata principalmente de política; envereda, quando necessário — e frequentemente é necessário —, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

Colunista do UOL

02/07/2020 07h30

Também nesta quarta, o site Poder 360 noticia outra coisa assombrosa. Reproduzo trecho:

Os presidentes da Câmara e do Senado aparecem como "Rodrigo Felinto" e "David Samuel" numa extensa denúncia de dezembro de 2019. O documento era conhecido, mas nunca ninguém havia se dado conta dessa camuflagem. Os nomes completos são: Rodrigo Felinto Ibarra Epitácio Maia e David Samuel Alcolumbre Tobelem.

O time do procurador-geral da República, Augusto Aras, vem procurando possíveis inconsistências e erros em denúncias apresentadas pela força-tarefa da Lava Jato. A avaliação é que essa "camuflagem" dos nomes de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre seria uma técnica para os procuradores de Curitiba investigarem autoridades sem se submeterem aos foros adequados.

A PGR em Brasília encontrou vários casos semelhantes. Haveria até nomes incompletos de ministros do STF, que podem ter tido seus sigilos quebrados de maneira irregular.

Até agora, não há provas de que de fato os nomes camuflados em denúncias possam ter sido todos investigados. É isso que a PGR em Brasília agora tenta descobrir.

RESPOSTA DA LAVA JATO
O "Poder 360" ouviu a Lava Jato a respeito. Informa o site:
Os procuradores de Curitiba afirmaram que não houve "omissão ou camuflagem" na denúncia. Argumentaram que "parte dos nomes não coube por inteiro no campo da tabela dos beneficiários das doações". Acrescentaram que "a denúncia não fez nenhum juízo de valor sobre as doações eleitorais feitas em relação aos destinatários, se foram lícitas ou ilícita".

Então tá.

Reinaldo Azevedo