Em júri, namorada diz que acusado de esquartejar inglesa tem problemas, mas quer mudar

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Em Goiânia

Testemunha de defesa no júri de Mohammed D'Ali Carvalho dos Santos, réu confesso do esquartejamento da estudante inglesa Cara Burke, a namorada do rapaz, Hellen de Matos Vitória, 19, afirmou em depoimento que acredita que Mohammed tenha problemas mentais, mas que "quer mudar".

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"Ele tem um filho para criar", disse Hellen ao juiz Jesseir Coelho de Alcântara, presidente do 1º Tribunal do Júri de Goiânia. O julgamento pelo homicídio teve início às 8h40. O filho do casal, que se chama Gabriel, nasceu em 23 de março deste ano. Ela teria ficado grávida durante uma visita a Mohammed no presídio em que ele permaneceu preso pelo crime.

Mohammed D'Ali responde por homicídio

  • Eraldo Peres/AP

    Mohammed D'Ali Carvalho dos Santos acompanha depoimento da namorada durante seu júri popular em Goiânia; ele confessou ter assassinado e esquartejado a inglesa Cara Marie Burke, 17; ele tirou fotos do corpo com o celular e foi a uma festa



"Às vezes ele está alegre com alguma coisa e de imediato fica estranho. Fico sem entender nada", disse. Hellen também afirmou que Mohammed usava crack, cocaína e que cheirava gás. Questionada se acha que o réu tem algum problema mental, ela disse que sim. Hellen também disse que Mohammed pretende se submeter a tratamento psicológico e ter uma vida normal após deixar a prisão.

O primeiro a prestar depoimento foi o porteiro do prédio onde o réu morava, Domingos de Assis Leal da Silva, que afirmou que o acusado apresentava comportamento estranho, sempre fechado, e não falava muito. Ele também confirmou o depoimento dado à polícia de que viu Mohamed deixar o prédio com a mala em que o corpo da inglesa foi encontrado.

Ainda devem ser ouvidas três testemunhas de defesa e cinco de acusação. Depois, Mohamed será interrogado e, então, Ministério Público e advogado apresentam suas contrarrazões, com direito à réplica e tréplica.

Entenda o caso
O crime ocorreu no final da tarde do dia 26 de julho de 2008, em um apartamento de classe média no Setor Universitário, região leste da capital goiana. Cara Burke foi morta a facadas e depois teve a cabeça e os membros decepados. O tronco foi colocado em uma mala de viagem e jogado às margens de um rio, em Goiânia. Cabeça, braços e pernas foram jogados em um córrego, próximo à cidade de Bonfinópolis (33 km da capital).

Mohammed responde por homicídio, destruição e ocultação de cadáver. A defesa se sustenta em laudos psicológicos que atestam a semi-imputabilidade de Mohamed, o que reduziria a pena final caso ele seja condenado. Já a promotoria afirma que Mohammed é completamente imputável e não psicopata.

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