Polícia divulga retratos falados de dois suspeitos de atear fogo em ônibus no Rio

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

  • Reprodução/Futura Press

    Imagens divulgadas pela polícia do Rio de Janeiro mostram os retratos falados dos suspeitos

    Imagens divulgadas pela polícia do Rio de Janeiro mostram os retratos falados dos suspeitos

Foram divulgados nesta sexta-feira (5) os retratos falados de dois dos cinco suspeitos de atear fogo em um micro-ônibus na Cidade de Deus, no bairro de Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, na noite da última terça-feira (2). O ataque deixou 13 pessoas feridas.

Segundo Aidê Mattos, inspetora da 32ª DP, os retratos foram feitos a partir do depoimento das vítimas. Ela ainda disse que outras informações sobre os suspeitos não foram divulgadas para não atrapalhar as investigações.

Seis vítimas seguem internadas
Seis vítimas do ataque ao um micro-ônibus continuam internadas por conta das queimaduras.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Paula Núbia Rodrigues Silva, 23, moradora da Praça Seca, que teve 25% do corpo queimado, e Laís de Melo Rodrigues, 20, moradora de Taquara, que teve 48% do corpo queimado, continuam no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Souza Aguiar em estado grave. Os quadros não apresentaram evolução e não há previsão de alta.

No Hospital Lourenço Jorge, continua internada Nara Martins, 27, que teve 27% do corpo queimado --mãos e pés, principalmente. Ela está lúcida e fora de perigo.

Cristiane da Silva Maciel, 26, moradora da Taquara, que está no Hospital Central da Polícia Militar, também segue internada sem previsão de alta. Seu estado é considerado estável e ela está fora de perigo, apesar de ter tido 20% do corpo queimado.

O morador da Vila Penha, Antônio Carlos Godoy, também continua internado no Hospital do Andaraí e seu estado é considerado grave. Ele teve 26,5% do corpo queimado.

Já Ana Sheila de Souza, que está internada no CTI do CardioTrauma Ipanema, continua recebendo tratamento intensivo para as queimaduras de primeiro e segundo graus que apresenta em 40% do corpo. Caso ela continue evoluindo bem, será encaminhada ao quarto no início da semana que vem.

Os demais passageiros feridos já receberam alta.

O ataque
De acordo com a Polícia Militar, o ataque ao ônibus, que faz a linha 701 (Madureira - Alvorada), aconteceu por volta de 21h30 quando ele passava pela estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes.

O coletivo foi cercado por um grupo de cerca de 20 pessoas, que invadiu o veículo sem dar tempo para que os passageiros pudessem descer. Os criminosos atearam fogo no ônibus com ajuda de um coquetel molotov e fugiram na sequência.

Para a polícia, o ataque foi uma represália à prisão do traficante Leonardo de Oliveira Silva. Ontem, três suspeitos de envolvimento no crime foram presos e interrogados. De acordo com o delegado João Garcia, responsável pelo caso, a irmã, o primo e o pai de Leandro negaram participação no ataque.

UPP
A Cidade de Deus é uma das regiões que receberam uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O ataque ocorre cerca de um ano depois da instalação do quartel militar que tenta diminuir a violência na região.

Para o professor e pesquisador José Augusto Rodrigues, do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e do Laboratório de Análise da Violência (LAV), o crime foi uma resposta do tráfico de drogas da região à UPP.

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