Polícia gaúcha encontra 350 kg de cocaína e faz maior apreensão do Estado

Especial para o UOL Notícias

Em Porto Alegre

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul apreendeu 350 quilos de cocaína na manhã desta terça-feira (14) em um sítio na cidade de Mariana Pimental (100 km de Porto Alegre). Segundo o Departamento de Combate ao Narcotráfico (Denarc), a apreensão foi a maior da história da corporação no Estado.

De acordo com o delegado Luis Fernando Martins Oliveira, responsável pela operação, a droga vinha da Bolívia, de um cartel de Santa Cruz de la Sierra, e era revendida em Porto Alegre e na região metropolitana da capital gaúcha. O sítio onde aconteceu a apreensão era um laboratório, em que a droga era transformada em crack. A cocaína era transportada em automóveis com fundo falso, num processo de tráfico conhecido como "formiguinha".

"Uma das estratégias dos bandidos era trafegar com a droga pela região em carros batidos, removidos por guinchos, porque esses veículos não são alvo das inspeções", descreveu Oliveira.

A operação, batizada de Moby Dick em alusão ao líder da quadrilha, prendeu duas pessoas: o caseiro e segurança do sítio Cláudio Félix da Silveira, 56 anos e o traficante Edenílson Rebelo da Silveira, conhecido como Baleia, preso em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre.

Agentes do Denarc cumpriram oito mandados de busca e apreensão. Eles descobriram a droga enterrada no sítio a cerca de 200 metros de uma casa simples, usada pelo caseiro. O sítio está localizado numa área rural de difícil acesso, escondido atrás de uma parede de eucaliptos. Não há estradas no local.

Junto com a cocaína os policiais encontraram crack e cafeína. No local ainda foram achadas balanças de precisão, frascos para produzir crack e uma prensa hidráulica, utilizada para comprimir a droga em tijolos. As embalagens eram enterradas em galões de plástico.

Oliveira informou que foram encontrados oito pontos onde eram enterrados os galões com a droga. Os pontos estavam distribuídos em uma área de mata nativa vizinha ao sítio, também de difícil acesso. Segundo o delegado, a investigação para chegar à quadrilha, que tem outros suspeitos sendo investigados, durou seis meses.

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