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Contas bancárias de ex-mulher de Cachoeira são desbloqueadas pela Justiça

Bloqueio dos bens de Andréa Aprígio aconteceu por causa de empréstimos acima de seus rendimentos - Alan Marques/Folhapress
Bloqueio dos bens de Andréa Aprígio aconteceu por causa de empréstimos acima de seus rendimentos Imagem: Alan Marques/Folhapress

Lourdes Souza

Do UOL, em Goiânia

23/08/2012 14h30

As contas bancárias de Andréa Aprígio, ex-mulher de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foram desbloqueadas nessa quarta-feira (22) pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1). Sócia majoritária da Farmacêutica Vitapan, Andréa retoma o direito de acessar suas contas, que estavam suspensas pela Justiça desde o último dia 12 de março.

O bloqueio dos bens de Andréa aconteceu por causa de empréstimos que ela teria tomado da empresa BET Capital e por ter feito movimentações bancária superiores aos seus rendimentos. As suspeitas eram de que os empréstimos seriam oriundos de dinheiro de Cachoeira, não da empresa.

A defesa de Andréa, que é mãe de três filhos de Cachoeira, sustentou que os valores que circulam pelas contas bancárias da ex-mulher do bicheiro não dão indícios de omissão de rendimentos. E que o fundamento para o bloqueio não se sustentava.

Os argumentos da defesa, que alegou ainda que o bloqueio “salgou o solo” da ex-mulher do empresário, atingindo todo o seu patrimônio, acabando com a possibilidade de sua sobrevivência, foram acatados pela maioria dos participantes da 2ª Seção do TRF 1.

Habeas corpus

De acordo com argumentos dos advogados de Andrea, ela não foi denunciada, indiciada ou convocada a prestar declarações. Segundo o mandado de segurança, cabe o levantamento do sequestro, uma vez que já se passaram mais de três meses do bloqueio, e o artigo 131 do Código de Processo Penal prevê tal ato caso a ação penal não for intentada no prazo de 60 dias.

Convocada pela Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI), do Congresso, Andréa prestou depoimento no dia 8 de agosto e negou envolvimento em suposto esquema do ex-marido. Ela possuía habeas corpus para ficar em silêncio, mas se defendeu.

Andrea fez uma exposição inicial e não respondeu a nenhuma pergunta dos parlamentares. Ela afirmou que suas empresas -a Vitapan, uma construtora e uma fundação cultural-  não eram investigadas pela Polícia Federal.

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