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Polícia do Rio começa a receber armas de choque para serem usadas em ações de combate ao crack

Alana Gandra

Da Agência Brasil, no Rio

14/11/2012 17h42

Duzentas e cinquenta  armas de choque elétrico começaram a ser entregues à Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro para apoio às ações de combate ao crack no estado. Até o final do primeiro semestre de 2013, a Senasp/MJ (Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça) espera concluir a entrega desse tipo de armamento de menor potencial ofensivo ao  Rio de Janeiro, dentro do Programa Crack, É Possível Vencer, do governo federal. A Senasp está realizando uma série de licitações com essa finalidade.

Cerca de 200 policiais  fluminenses já concluíram o treinamento para uso do tipo de armamento. Apenas um disparo das armas de choque elétrico é suficiente para imobilizar uma pessoa por cinco segundos. Daí a necessidade de os policiais serem capacitados, informou a assessoria de imprensa da Senasp .

Os assessores esclareceram, entretanto, que a abordagem direta aos usuários de drogas continuará sendo feita pelas equipes das secretarias de Assistência Social e de Saúde do município. A polícia pode ser chamada para atuar na retaguarda acompanhando a abordagem, se houver necessidade, fazendo um monitoramento à distância, com o uso de câmeras, com o objetivo de  repassar para o setor de inteligência informações  sobre  tráfico de drogas e inibir a prática.

Os investimentos  no Programa Crack, É Possível Vencer alcançam R$ 240 milhões no Rio de Janeiro até 2014. Na área da segurança pública, que engloba as armas de choque elétrico, além de 750 sprays de pimenta, cinco veículos, dez motocicletas, cinco bases móveis equipadas com sistema de videomonitoramento e 100 câmeras de videomonitoramento fixo, os investimentos superam R$ 9 milhões. Em todo o país, os investimentos federais  totalizam R$ 4 bilhões, também até 2014. As câmeras de videomonitoramento serão instaladas em áreas de concentração de uso de drogas.

O Estado e o município do Rio de Janeiro aderiram ao programa federal em abril deste ano. Os primeiros estados a formalizar a adesão ao programa foram Pernambuco e Alagoas.

As operações da Secretaria Municipal de Assistência Social para o enfrentamento à epidemia do crack foram iniciadas, em conjunto com órgãos de segurança, no dia 31 de março do ano passado, somando até o momento 113 ações nas principais cracolândias da capital fluminense. Ao todo, foram efetuados 5.425 acolhimentos, dos quais 4.709 de adultos e 716 de crianças e adolescentes.

Em 2011, foram feitos 2.924 acolhimentos. Em 2012, até agora,  são 2.491 acolhimentos. A maior parte das operações (30) ocorreu na favela do Jacarezinho, zona norte da cidade, com 1.767 acolhimentos  no local.

Cotidiano