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Thor falta a audiência no Rio, e juíza determina realização de novo laudo

Thor Batista (à esq.), acompanhado da mãe, Luma de Oliveira, em audiência de instrução e julgamento em dezembro de 2012 - Celso Barbosa/Futura Press
Thor Batista (à esq.), acompanhado da mãe, Luma de Oliveira, em audiência de instrução e julgamento em dezembro de 2012 Imagem: Celso Barbosa/Futura Press

Carolina Farias

Do UOL, no Rio de Janeiro

12/03/2013 15h19

Thor Batista, filho do empresário bilionário Eike Batista, faltou a uma audiência marcada para esta terça-feira (12) em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no processo em que é acusado de homicídio culposo (sem intenção de matar) pela morte de um ciclista, atropelado por ele na Rodovia Washington Luís (BR-040), na noite de 17 de março de 2012.

Sua defesa apresentou um atestado no qual informava que o jovem precisava de repouso e que, por isso, não poderia comparecer à frente da juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, titular da 2ª Vara Criminal de Caxias. Thor atropelou e matou o ciclista Wanderson Pereira dos Santos em março do ano passado, quando a vítima andava de bicicleta pela estrada.

De acordo com a assessoria do TJ (Tribunal de Justiça), na audiência o Ministério Público pediu a realização de um novo laudo para atestar a velocidade de Thor no momento do acidente, e a juíza aceitou o pedido. Novas datas para a apresentação do novo laudo e audiências ainda serão marcadas.

Há pouco menos de um mês, a Justiça aceitou o pedido da defesa e retirou dos autos o laudo do perito criminal Hélio Martins Junior, do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli), que atestou que Thor trafegava a 135 km/h quando aconteceu o acidente. A velocidade máxima permitida no trecho é de 110 km/h. Thor dirigia uma Mercedes Benz SLR McLaren. O laudo era a principal prova do Ministério Público contra o réu.

Na ocasião, a defesa de Thor alegou que o laudo foi acostado ao processo apenas na audiência realizada em 13 de dezembro. Os advogados também disseram que o perito teve contato direto com o Ministério Público, o que, para eles, configura ofensa aos princípios da igualdade processual.

As alegações foram aceitas pelos desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Na mesma sessão, os magistrados revogaram a medida cautelar que suspendia a carteira de habilitação de Thor, e ele voltou a ter licença para dirigir.

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