PM de SP investiga vídeo em que policiais espancam manifestante

Guilherme Balza

Do UOL, em São Paulo

Veja as imagens da câmera de segurança

A Polícia Militar de São Paulo irá investigar um vídeo publicado no Youtube no qual vários policiais aparecem agredindo um manifestante que aparenta ser mulher. As imagens foram gravadas por uma câmera de segurança.

O autor da publicação no Youtube indica que o local dos fatos é o município de São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), palco de um protesto na última segunda-feira (1º). Segundo os dados que aparecem na tela, os fatos gravados ocorreram em 1º de julho, entre 21h39 e 21h42.

Inicialmente, a câmera registra um grupo de aproximadamente 30 pessoas correndo. Em seguida, bombas de efeito moral estouram perto do grupo, que se espreme em um dos cantos da rua. Depois, eles correm no sentido oposto ao percorrido anteriormente, fugindo de policiais.

Na sequência, dois homens com capacetes, que parecem vestir uma farda da PM, desferem golpes de cassetete contra uma pessoa, que aparenta ser uma mulher. Mesmo caída no chão, a pessoa apanha, inclusive levando chutes.

Cerca de 40 segundos após as agressões terminarem, outra guarnição da PM chega ao local. A pessoa novamente é agredida por um dos policiais, novamente com golpes de cassetete, e colocada contra a parede. Depois, os policiais a algemam. As imagens não permitem concluir se ela é revistada pelos PMs, todos eles homens.

Procurada pela reportagem do UOL, a assessoria de imprensa da PM afirmou que teve acesso ao vídeo por volta de 22h desta quarta-feira (3). As imagens serão encaminhadas à Corregedoria da corporação, que irá analisá-las --por meio do setor de informática-- e investigar a identidade e os batalhões dos agressores.

De acordo com a PM, se for concluído que houve excesso, os envolvidos serão punidos por adotar comportamento "não compatível com a conduta da PM".

Abusos em manifestações

A Polícia Militar tem sido alvo de críticas por supostos desvios de sua tropa durante os protestos pela redução das tarifas, realizados em junho. No episódio mais marcante, policiais atiraram balas de borracha contra jornalistas e manifestantes, atingindo o olho de uma repórter da Folha e de um fotógrafo no ato realizado nos arredores da avenida Paulista no dia 13.

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