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Policial de UPP do Rio é encontrado morto e com sinais de tortura

O PM Ryan Procópio estava lotado na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Vila Kennedy, favela da zona oeste do Rio - Reprodução/Facebook
O PM Ryan Procópio estava lotado na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Vila Kennedy, favela da zona oeste do Rio Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, no Rio

25/11/2014 09h35Atualizada em 25/11/2014 10h45

O policial militar Ryan Procópio, 23, que trabalhava na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Vila Kennedy, favela da zona oeste do Rio de Janeiro, foi encontrado morto e com sinais de tortura na noite desta segunda-feira (24) dentro de um carro abandonado nos arredores da avenida Brasil, na altura de Bangu, também na zona oeste.

Segundo informações da PM, o policial foi sequestrado e assassinado por traficantes da comunidade Vila Aliança. Além dos sinais de tortura, houve disparos de fuzil e pistola contra a vítima. O caso será investigado pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil.

No Facebook, parentes e amigos da vítima publicaram mensagens em homenagem a Ryan. "Queria acordar amanhã e que isso fosse apenas um sonho", escreveu o irmão de Ryan. "Meu namorado e amigo para a vida inteira. Te amo demais", publicou a namorada da vítima.

De acordo com a PM, Ryan trafegava em seu automóvel particular, à paisana, na companhia de um amigo, nas proximidades do local onde o corpo foi encontrado. Após a abordagem dos criminosos, o amigo conseguiu fugir. Já o policial foi sequestrado pelos traficantes e levado para o interior da favela.

Ainda de acordo com a PM, a sessão de tortura só não durou mais porque os batalhões da região teriam se mobilizado rapidamente, tão logo houve a notificação do sequestro do policial.

Na segunda-feira, informou a PM, policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) realizaram uma grande operação em comunidades da zona oeste. Durante a ação, nove suspeitos foram presos e um menor foi apreendido.

Em nota, a Polícia Civil informou que houve perícia no local onde o corpo foi encontrado e no carro do policial. Parentes prestaram depoimento na sede da DH, porém o conteúdo não foi divulgado. "Os agentes procuram possíveis testemunhas e imagens de câmeras de segurança instaladas na região para análise. Todas as hipóteses sobre a motivação do crime estão sendo investigadas", informou a assessoria da instituição.

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