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Ação da PM após atentado contra base de UPP deixa 1.700 sem aula no Rio

Bandidos atacaram e atiraram contra a UPP do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte do Rio, nas primeiras horas da manhã - Severino Silva/ Agência O Dia/ Estadão Conteúdo
Bandidos atacaram e atiraram contra a UPP do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte do Rio, nas primeiras horas da manhã Imagem: Severino Silva/ Agência O Dia/ Estadão Conteúdo

Do UOL, no Rio

04/12/2014 11h23Atualizada em 04/12/2014 18h51

Mais de 1.100 alunos estão sem aulas no Morro dos Macacos, comunidade situada em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (4), devido à ação policial que acontece na região após um PM ser baleado em um atentado contra a base da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) local.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, quatro escolas, uma creche e um EDI (Espaço de Desenvolvimento Infantil) estão sem atendimento por conta da insegurança no morro, afetando 1.726 alunos.

A unidade do Morro dos Macacos recebeu reforço policial logo após o ataque. Foram deslocados para a comunidade PMs do 6º BPM e de outras UPPs. Com o apoio de um helicóptero do GAM (Grupamento Aeromóvel), os policiais tentam identificar e localizar os criminosos que efetuaram os disparos.

Segundo informações da CPP (Coordenadoria de Polícia Pacificadora), o soldado Francisco Costa Correia ficou ferido no tórax e nas costas, mas não corre risco de morrer. "O agente permanece internado e seu quadro de saúde é considerado estável", informou o órgão da PM, em nota. O caso foi registrado na delegacia de Vila Isabel (20ª DP). Ele está sendo atendido no Hospital Federal do Andaraí, também na zona norte.

Na terça-feira (2), reportagem do UOL mostrou que o número de policiais militares assassinados no Rio fora de serviço, em 2014, é o triplo do número de policiais mortos em confronto, no mesmo período.

Entre janeiro e novembro, ao menos 60 PMs foram assassinados no Estado, sendo 16 em confronto e 44 de folga, segundo estatísticas fornecidas pela corporação no dia 26 de novembro e as mortes do último fim de semana. Somente no sábado (29 de novembro), três PMs foram assassinados.

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