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BNDES e Sabesp assinam contrato para obra que vai abastecer o Cantareira

A presidente Dilma Rousseff brinda com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), durante assinatura de contrato de financiamento para obras de interligação das represas do Jaguari e Atibainha no, Estado de São Paulo - Roberto Stuckert Filho/PR
A presidente Dilma Rousseff brinda com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), durante assinatura de contrato de financiamento para obras de interligação das represas do Jaguari e Atibainha no, Estado de São Paulo Imagem: Roberto Stuckert Filho/PR

Da Agência Brasil

25/06/2015 12h50Atualizada em 25/06/2015 14h47

A presidente Dilma Rouseff e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), participaram nesta quinta-feira (25) da assinatura de um contrato entre o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para o financiamento das obras de interligação entre as represas Jaguari, na bacia do Rio Paraíba do Sul, e Atibainha, no Sistema Cantareira.

A obra deve ficar pronta em 2017 e vai atender a região metropolitana da capital paulista. O investimento total será de R$ 830,5 milhões: R$ 747 milhões de financiamento do BNDES e R$ 83,5 milhões de contrapartida da Sabesp.

Alckmin disse que a interligação vai duplicar a capacidade de reserva das duas represas, de 1 bilhão de metros cúbicos para 2,1 bilhões de metros cúbicos, o que permitirá o bombeamento de mais 5 metros cúbicos de água por segundo (m³/s) para o Sistema Cantareira. O leilão da obra está marcado para o dia 29 de junho e, segundo o governador, oito consórcios estão interessados em participar.

Para este ano, Alckmin disse que o abastecimento de água de São Paulo será garantido pela interligação com outras represas e que não haverá rodízio no fornecimento de água no Estado. “Não haverá rodízio. Estamos preparados para o período seco, teremos semana que vem mais 1m³/s do rio Gauió. Em julho, 1m³/s a mais do Sistema Guarapiranga e, em setembro, 4m³/s do Rio Grande. Estamos agregando 6m³/s de água nova dentro do período seco, até setembro”, calculou.

Em breve discurso durante a cerimônia, Dilma destacou o caráter estruturante – e não apenas emergencial da obra – e a parceria entre o governo federal e o de São Paulo para conter os efeitos da crise hídrica no Estado. “Estamos aqui abertos e sabendo da necessidade premente de São Paulo. Estamos numa situação de parceria sistemática. Sei que o senhor [Alckmin] tem projetos, temos sido parceiros e continuaremos a ser daqui pra frente”, disse.

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